terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Querer



Não sou suficientemente bom pra você,
É, é. Não sou.
Mas não ligo.

Eu não sou nada bom pra você,
É, é. Pra ninguém.
Mas não ligo.

Eu te quero mesmo assim.

Sou prepotente,
E você não vive sem mim.
E é evidente,
Eu só aceito um sim.

Sou prepotente, e você não vive sem mim.
Eu não presto pra ninguém.
E eu te quero mesmo assim.

Ah, amor, não me deixe esperando.
Ah, amor, não me diga não.
Se negar, continuarei te amando,
Mas ah, amor, não me diga não.

Eu não sou nada bom pra você,
É, é. Pra ninguém.
Mas não ligo.

Ah, amor, não me deixe esperando.
Ah, amor, não me diga não.

Eu não sou o esperado,
Eu realmente não ligo.
Eu não sou o indicado,
Mas, por favor, casa comigo?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Casulo


Eu sei quem eu sou.

Os mesmos e os mesmos erros.
É queda atrás de queda.
Eu me envolvo em desespero.
E no fim, a mesma...
Conclusão.

Eu não preciso esperar,
Se eu não vou melhorar,
É só mergulhar.
É só mergulhar.

Nos mesmos e nos mesmos erros.
Em queda atrás de queda.
No mesmo desespero.
No fim, na mesma merda.

O que adianta tentar mudar,
Se ninguém ao menos acredita?
De que adianta tentar mudar
Se minha própria moral me limita?

Meu maior problema.
É insistir em sofrer.
Sofrer pra aprender.
Quando eu não precisaria.
Meu maior dilema
É tentar entender,
Sem nem resolver,
O que a dor evitaria.

Eu não preciso esperar,
Pra tentar melhorar,
Você acreditar.
Você acreditar.

Livrar-me dos mesmos erros.
E levantar de cada queda.
Fugir dos desesperos.
E mudar a...
Conclusão.

Eu sou forte pra crescer
Acredite você ou não.
Não precisa escurecer.
Pra eu clarear meu coração.

Eu sei quem eu sou.
Eu sei quem eu sou.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Trauma



Vou ficar louco.
Essa é minha conclusão.
Vou ficar louco.
Não há escape ou solução.
Vou ficar louco.

Quantas vezes tentei te odiar,
Quantas vezes seu maldito fantasma
Insistiu em me assombrar.
Pelo menos eu te esqueci.

Pelo menos eu te esqueci.

Você entrou com força na minha vida,
Construiu e desmoronou cada pedaço.
E mesmo sem eu querer tua saída,
Pelo menos eu te esqueci.

Pelo menos eu te esqueci.

Você só não me deixa esquecer
O quanto eu fui insignificante
E o quão incapaz eu posso, ainda, ser
De me tornar realmente interessante.

Não diga que se arrepende.
De não ter dado atenção.
Não diga que nunca aprende.
Você não teve a intenção.
Não diga que se arrepende.
Eu sei que não, eu sei que não.

Vou ficar louco.
Essa é minha conclusão.
Vou ficar louco.
Não há escape ou solução.
Vou ficar louco.

Quantas vezes tentei te odiar,
Quantas vezes eu vi seu maldito fantasma.
Quantas vezes tentei te odiar.
Pelo menos eu te esqueci.

Pelo menos eu te esqueci.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Noite sem lua



Tantos semi-conhecidos, falsos amigos,
Que não mentem, mas não são reais.
Tantos relacionamentos frágeis como vidro
Mesmo quando não superficiais.

Quem estará lá por mim?

Tanta vida coincide e incide
Sempre em um mesmo ideal.
Tanta gente, mesmo junta,
Cujo sentimento é desleal.

Quem estará lá por mim?

Mil pessoas sendo honestas e sinceras,
Mas o laço não é forte.
Mil pessoas aparecem e desaparecem,
Do nascimento até a morte.

Quem estará lá por mim?

Quando meu mundo acabar
E alguém, ao me abandonar
Quando a minha vida, então conhecer,
O que diabos eu mesmo vou ser?

Quem estará lá por mim?
Quem estará lá por mim?

Tantos semi-conhecidos, falsos amigos,
Que não mentem, mas não são reais.
Tantos relacionamentos frágeis como vidro
Mesmo quando não superficiais.

Mesmo quando não são superficiais.

Quem estará lá por mim?
Eu espero que você esteja,
Eu espero que você esteja.

domingo, 29 de novembro de 2009

Obsceno




Curiosidade, curiosidade
E muita, profunda vontade
De você.

Ha! Seu corpo colado no meu,
Me causando calafrios.
Meu calor, amor, todo teu,
Junto com os arrepios.

Nós podemos esquentar as coisas.

Eu te quero, e você sabe.
Eu te quero, está no enredo.
Eu te quero, e você sabe.
Eu te quero, não é segredo.

Nós podemos esquentar as coisas, baby.

Chega mais, chegue perto,
Sem frescura, tudo certo,
Eu espero.

Ha! Vem aqui comigo,
Acabe com a minha espera.
Não quero ser seu amigo,
Quero quebrar a sua esfera.

Nós podemos esquentar as coisas.

Venha e eu te entrego
Tudo aquilo que sou eu.
Venha e então eu pego
O que eu quero que seja meu.

Nós podemos esquentar as coisas, baby.
Nós podemos esquentar as coisas.

Nós podemos esquentas as coisas, baby.
Ha! Nós podemos esquentar as coisas.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Metamorfose (Prelúdio)

Mergulhar, mergulhar,
No mais profundo âmago.
Refletir, espelhar,
O mais sincero eu.
Revirar, vomitar,
O que há dentro da cabeça.
Clarear, clarear,
O meu próprio breu.

Enfrentar, aproveitar,
E fechar os olhos.
Tencionar, raciocinar,
Sobre a escuridão.
Expressar, revelar,
Os meus sentimentos.
Usar, empregar,
A própria solidão.

Está na hora de tirar a máscara,
O fingimento acabou.
Está na hora de se despir por dentro,
O fim, finalmente, chegou.

sábado, 14 de novembro de 2009

Deus não vê cores

Preto com o fundo branco.
Branco com o fundo preto.

O branco é vazio.
O preto é pesado.
O branco desespera.
O preto sufoca.

Não há diferença.
São todos iguais.

O preto destaca o branco.
O branco destaca o preto.

O branco é simples.
O preto é rústico.
O branco luxuoso.
O preto é elegante.

Não há diferença,
São todos iguais.

Não há diferença,
São todos iguais.

Preto, branco, amarelo e vermelho.

Não há diferença,
São todos iguais.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Prata Azulado (Azul Prateado)

Um sorriso.
Só um sorriso.
É tudo que eu quero,
É tudo que eu preciso.

Só um sorriso seu.

Eu me contento com a indiferença.
Com a minha falta de importância.
Eu não ligo para sua ausência.
Não estou nem aí para a distância.

É só um sorriso.
Só um sorriso.
É tudo que eu quero,
É tudo que eu preciso.

Só um sorriso seu.

Só quero um sorriso seu.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Coletivo

Hoje eu me senti tentado a sentar no preferencial.
Eu não sou obeso,
Eu não estou grávido,
Eu não tenho mais de 65,
Eu não carrego crianças de colo.
Eu não sou deficiente.
Mas hoje eu me senti tentado a sentar no preferencial.

O banco é tão colorido, e bonito.
Hoje eu me senti tentado a sentar no preferencial.
E eu, não tenho problemas?

Eu não sou obeso,
Eu não estou grávido,
Eu não tenho mais de 65,
Eu não carrego crianças de colo.
Eu posso até ser deficiente.
E hoje eu me senti tentado a sentar no preferencial.

Eu posso engordar,
Apesar de não ter útero.
Vou ficar velho um dia,
E talvez ter filhos.
Deficiente eu já sou mesmo.
Por que não me sentir tentado a sentar no preferencial?

Não que eu esteja incentivando.
Falta de educação não é legal.
Só estou aqui pensando.
Por que eu não tenho diferencial?

Hoje eu me senti tentado a sentar no preferencial.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Interlúdio

Todo o tempo que eu estive longe
Esperando uma inspiração,
De nada me adiantou,
E eu cai em contradição.

Todo o tempo que economizei
Sem palavras e sem versos
Aos poucos me transformou
No pior de nós, perversos.

E essa arte não faz sentido,
Sem objetivo, direção.
De futilidade inútil sou.
Sei nem se tenho coração.

Não sou poeta, afinal.

Me perdoe um dia por ser confuso.
Por não ter a mente no lugar.
Me perdoe por entrar em parafuso.
Por não ter certeza de como amar.
Me perdoe um dia por ser assim.
Por não saber o que fazer.
Me perdoe por não dizer não, ou sim.
Por não ter como entender.

Não sou poeta.
Não sou poeta, afinal.
Não sou poeta, afinal.

domingo, 30 de agosto de 2009

Azul

É uma música lenta,
Sem nenhum verso.
Um melodia isenta,
Um ritmo disperso.

Disperso.
Disperso mas denso.

Eu lembro de você,
Meu corpo se desmonta.
É quase sem querer.
Meu pulso desencontra.

Perdido.
Perdido mas intenso.

Meus olhos se fecham,
Eu fico sem ação.
Sinais não se expressam.
Abro um buraco no chão.

Onde está meu coração?
Não sei nem se devia.
Me perdi nessa canção.
Só sei que eu queria.

Eu queria entender!
Eu queria saber!
Porque? Porque?

É uma música lenta,
Sem nenhum verso.
Um melodia isenta,
Um ritmo disperso.

Disperso.

domingo, 23 de agosto de 2009

Insanidade reestabelecida, o paciente pode enfim voltar ao hospital psiquiátrico.

Preciso de tempo em um hospício.
Para poder me livrar do meu vício.
Essa compulsão pelo desperdício.
Desperdício de mim.
Minha mente já não pode pensar.
Me sinto num oco do tamanho do mar.
Esperando o momento certo de naufragar.
Esperando o fim.
E num mísero momento de sanidade,
Lucidez da qual tenho saudade,
Declaro que apesar da minha idade,
Já não estou são.
Neste quarto de paredes brancas
Não existem mais alavancas.
Nem nada além das trancas.
Aqui só existe o não.
Admito então que estou louco,
Louco, por muito, não pouco.
Louco de gritar e ficar rouco.
Louco de amor e desamores.
Espero estar vivo quando acabar.
Espero de insanidade não definhar.
Espero viver, sorrir e amar.
Espero viver, sorrir e amar.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Individualidade Contestada, Rimas Assassinadas.

Meu gosto não importa,
Não me importo se você não gosta.
Tenho meus motivos,
Tenho minhas razões.
Tenho pânico da sua dó,
e raiva de seus conceitos.
Não gosto de seguir a moda,
Se gosto dela, sou individual.
Não gosto de ser seguido.
Mas quem não gosta de ser notado?
Me respeite, meu caro amigo.
Você pode até ser respeitado.

Me deixa em paz.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Eletronicidade



Sinta a batida
Siga o movimento
A música é sua amiga
O som, seu alimento.

Som, som, som.

Pinte o céu de vermelho
Reinvente as suas cores
Mude o reflexo do espelho
Experimente os novos sabores.

Som, som, som.

A melodia ecoando
O ar é eletrônico
Minha mente repousando
Meu coração é supersônico

Som, som, som.

Som, som, som.

Som, som, som.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Aspiração a Ser Livre

Não sou bonito,
E me falta esforço.
Inteligência eu tenho,
Malícia também.
Meus pés afundam,
Me falta coragem,
Preciso de empenho
Pra ir mais além.

Eu quero sair,
Sair para respirar.
Sentir em mim o vento,
Sentir em mim o ar.
Eu quero sair,
Sair para não voltar.
Explodir o que há por dentro,
Sair para me encontrar.

Há um imã na TV
Cola na cadeira.
A minha cama me segura.
A minha rotina me contém.
O Sol brilha lá fora,
E se não, gosto da chuva.
A janela é só uma figura.
Uma imagem que me entretém.

O que eu quero é viver,
O que eu quero é viver.

Eu quero sair,
Sair para me encontrar.
Sentir em mim o vento,
Sentir em mim o ar.
Eu quero sair,
Sair para respirar.
Explodir o que há por dentro,
Sair para não voltar.

O que eu quero é viver,
O que eu quero é viver.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Só um outro epitáfio

Não que eu não queira.
Não que eu não possa.
Não que eu não saiba.
Não que eu não tente.

Não que eu não consiga.
Não que eu não compreenda.
Não que eu não entenda.
Não que eu não precise.

Não que eu não insista.
Não que eu não desista.
Não que eu não prossiga.
Não que eu não espere.

Uma melodia triste eu ouvia,
Quando em minha própria sombra, dormi.
No fundo de minha alma, sabia.
Ninguém precisa mais de mim aqui.

Eu quis, eu pude, eu soube, eu tentei.
Eu consegui, eu compreendi, eu entendi, eu precisei.
Eu insisti, eu desisti, eu prossegui, eu esperei.
E agora, finalmente, depois de tudo.
Eu parei.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Se a cicatriz não tem cura, faça dela um desenho.

Ele nasceu com a perfeição
Ou ao menos, acha isso.
Ele tem o coração
A dois passos do precipício.

Ela tem a ambição humana
Mas não sabe ser feliz.
Nas mãos, diploma de insana,
No corpo, a roupa e a cicatriz.

Eles querem ser completos
Mas não acham condição.
Eles se acham muito espertos,
No fundo sabem que não são.

Eu caminho nessa vida
Ás vezes sem rumo, direção.
Mas me orgulho de ainda
Manter quente o coração.

O que eu tenho é esperança
De melhorar, talvez, um dia.
Sigo acompanhando a dança.
Assobiando a melodia.

Meu realismo às vezes me torna otimista.

domingo, 28 de junho de 2009

Bolinhos de chocolate feitos de barro, sabor felicidade.

Terra.
Chuva.
Lama.

Lama, diversão.

Lama.
Terra.
Teto.

Teto, bronca de mãe.

Teto.
Banho.
Tédio.

Tédio, roupa limpa.

Tédio.
Riso.
Lama.

Lama, e foi-se a roupa limpa.

Lama.
Lama.
Lama.

Lama, como é bom ser criança.

Como é bom ser criança.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Feliz Dia Municipal da Fran.

Dor de cabeça
Dor na cabeça
Sai daqui, me esqueça.
Antes que eu enlouqueça.
Meu humor é invejável!
Não sou muito amigável.
Minha língua é inflamável.
A ironia, tão amável!

Veneno, veneno, veneno.

Xispa! Não me toque!
Pegue uma corda, se enforque!
Estou com ódio interno,
Vou mandar tudo pro inferno.

Veneno, veneno, veneno.

Dor de cabeça
Dor na cabeça
Sai daqui, não me enlouqueça.
Antes que eu até me esqueça
(que eu tenho educação).
Meu humor é imprestável!
Nem de longe amigável.
Minha língua é detestável.
A ironia, inflamável!
(Não conte com a sorte, não).

Veneno, veneno, veneno.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Quando gelo e fogo se misturam, é água que escorre depois do conflito.

Olha o que acontece comigo!
E me entenda!
Me explique, porque eu já não consigo.
Um sentimento sem nome,
Uma ferida sem cura,
Uma dor que consome,
Onde não se procura.
Na alegria, guardada
Uma tristeza impregnada
Se revela sem aviso
A alma arrasada
E a cara amarrotada.
A chaga escancarada,
Que não quer sumir.

Segundos atrás, me afogava em sorrisos.
O que acontece...
Não sei, eu caio em meus abismos.
Um sentimento sem nome,
Uma ferida sem solução.
Uma dúvida que não dorme.
Um rosto sem expressão.
Eu queria entender
A minha capacidade
De me esquecer
Da felicidade
Que vivi há três segundos!
A voracidade
Da minha alma e seus dois mundos.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Paranóias, provérbios e expressões impressas. Impressões expressas.

Quem sabe um dia isso aconteça;
Que de trás da escuridão espessa
A luz do túnel apareça,
Só enxergo a escuridão.

E a falta de sintonia!
Quando em plena luz do dia
Me afogo em alegria...
E de noite, é solidão.

A esperança só piora,
Ela põe o medo pra fora,
E quando vejo, o olho chora,
Afundado em ilusão.

Sempre tem um túnel no fim da luz.

Quem sabe um dia isso aconteça;
Que de trás da escuridão apareça
A luz do túnel, esqueça.
Só enxergo a solidão.

E a falta de sintonia!
Quando falta luz em pleno dia!
Eu mal vejo alegria...
E de noite, é ilusão.

A esperança põe pra fora,
Ela o medo só piora,
E quando vejo, tudo chora,
Afundado em escuridão.

Sempre tem um túnel no fim da luz.
Muito túnel, pouca luz.

Sempre tem um túnel no fim da luz.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Procurando por uma resposta, esperando por uma pergunta.

Asas que vem com a melodia,
Dançam enquanto voam, voam enquanto dançam.
Deslizam sobre a superfície fria.
Deles mesmos.
Somos humanos.
Somos maus, somos bem,
Somos nada, ou alguém.
Somos nós, ou um só nó.
Somos só.
Somos humanos.
Pedaços de sociedades,
Bordadores de verdades,
Os prós, os contras, os reversos.
Somos criadores de universos.
Somos humanos.
Somos pouco, somos muito,
Somos nada, somos tudo.
Somos insignificantes e gigantes.
Somos humanos.
Enquanto dançamos,
Enquanto falamos,
Enquanto cantamos,
Enquanto erramos.
Somos humanos.

Somos só humanos.

domingo, 17 de maio de 2009

O mundo está de cabeça pra baixo, entenda quem puder, salve-se quem quiser.

O sangue pra cabeça escorreu,
As idéias se revolucionaram.
Aos poucos a mente morreu,
Mas os neurônios se acostumaram.
Quem sou eu, quem é você?
Quer saber, não importa!
Nada do que o mundo vê
Está pra dentro de sua porta.
O que é mesmo moral?
Todos se esqueceram.
Se é humano ou animal.
Todos se perderam.
Quem sou eu, quem é você?
Não é tudo relativo.
Não importa o que o mundo vê.
Não se resuma em estar vivo.
Não se deixe levar
Pela moda do “não há moda”
Você tem que pensar!
Nem tudo no mundo roda.
Nem tudo no mundo é certo.
Nem tudo no mundo encaixa.
Estamos longe, mesmo perto.
É pra isso que existe a faixa.
Atravesse onde é seguro.
Onde os carros não estão passando.
Por mais que brilhe, é tudo escuro.
E nosso tempo está acabando.

E no meio desta confusão, ainda existe uma luz no fim do túnel.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Os nossos nós que não são nada além de nós.

Uma música toca ao fundo
Enquanto penso em você.
Algumas coisas, eu me confundo.
Estranho como se vê.
É impressionante o meu poder
De me esquecer,
E de lembrar.
Do que eu não podia.
E do que não devia.
Do que eu ao menos sabia.
De você.
Tudo é novo, tudo é belo.
Mas nada é novidade.
Entre nós um novo elo,
E dessa vez, é de verdade.
Finalmente estamos livres de nós.
Desatamos todos esses nós.
Eu sigo em frente
E de repente...
Sou só seu amigo
E você está comigo
Pra onde eu for.
Com quem eu for.
Não importa o frio.
Ou o calor.
Venham os novos amores.
Novos campos de flores,
Mas o passado fica guardado.
O sentimento experimentado.
Um coração ensangüentado.
Que coagulou.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Um pequeno auto-retrato pintado à mão e às pressas.

Ele acha que é poeta,
Mas ele não sabe rimar.
Ele gosta de romance,
Mas não sabe como amar.
Ele morre de medo
De quem ele possa ser.
Ele não tem noção
Do que possa parecer.

Ele só quer ser feliz.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Labirinto mental, sem nexo e sem sentido, entenda.

Não te contei que era assim?
Bem complicado.
Que nem toda confusão tem fim?
Mal explicado.

Quem eu sou me impede de ser como você.
Quem eu sou me impede de ser quem quer que eu seja.
Quem quer que eu seja.

Não diz que vai, e nem que fica.
É uma emergência, você complica.
Em minha mente nada especifica.
É uma emergência, e você complica.

Quem eu sou me impede de ser como você.
Quem eu sou me impede de ser quem quer que eu seja.
Quem quer que eu seja.

Me espere do lado de fora.
Eu preciso parar e pensar.
E o que eu quero agora?
Não sei nem o que falar.

Quem eu sou me impede de ser como você.
Quem eu sou me impede de ser quem quer que eu seja.
Quem quer que eu seja.

Não diz que fica, e nem que vai.
É uma emergência, você ainda sai.
Em minha mente a lógica cai.
É uma emergência, você ainda sai.

Não te contei que era assim?
Bem complicado.
Que nem toda confusão tem fim?
Mal explicado.

Bem mal explicado, me ajuda?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O advogado de defesa abandonou o caso, vamos agora aos fatos.

Jogue se quiser jogar.
Minta se quiser mentir.
Eu insisto em falar,
É você quem vai cair.
Cansei de brincar,
Já perdeu a graça.
Cansei de ajudar.
Se quiser, que faça.
Não me culpe pelos seus erros.
Você que escolheu assim.
Agora eu rompo com os elos.
Nada mais espere de mim.

Não me julgue, se é você que está no banco dos réus.
Você está no banco dos réus.

Minta se quiser jogar.
Jogue se quiser mentir.
Nem a saliva vou gastar,
Você já cansou de ouvir.
Cansei da sua graça,
Já perdeu a brincadeira.
Cansei de dizer ‘faça’.
Se quiser, faça a besteira.
Não me culpe pelos seus elos.
Eu que escolhi assim.
Agora eu rompo com os meus erros.
Saia de perto de mim.

Não me julgue, se é você que está no banco dos réus.
Você está no banco dos réus.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Persistência é uma palavra bonita, porém complicada.

Meu caro rapaz,
Bem vindo à realidade!
Pra você tanto faz
Se tudo isso é verdade.

Mas os tempos estão mudados,
E você não mudou.
Os seus braços estão parados,
Mas o mundo girou.

Todos fizeram sua parte,
E você nem ligou.
Trabalho, estudo, arte,
Mas você empacou.

Aí você pára, reflexão:
“Devia ter me esforçado”
Tenha atitude, então!
“Meu tempo está acabado”

Que é isso rapaz?
Não importa o desperdiçado.
Corra agora atrás!
Não ignore o que foi falado

É inviável voltar.
Mas o caminho a seguir é escolha sua.

domingo, 26 de abril de 2009

Afã


Olha lá pra ele, que idiota. Tentando se concentrar e escrever poemas românticos. Me é digno até de compaixão. Até parece que ele não sabe que pra falar de amor é preciso ao menos saber o que é isso. Não sei se ele é muito hipócrita ou muito ingênuo mesmo. Quem sabe até os dois.
Olha lá! Ele faz cara de quem não sabe quem ele é ou o que está fazendo ali, com aquele caderninho e com aquela caneta. É realmente patético. Patético e convincente. O que será que ele está pensando?
Tudo que ele tem são letras e palavras vazias, assim como seus olhos. Suas olheiras e a barba mal feita são só reflexos de uma expressão abatida, acachapada. Talvez ele se sinta abjeto, um nada, um objeto.
Tudo que ele tem são letras e palavras vazias, assim como os seus olhos.
Ás vezes ele para de escrever, talvez para pensar. Ou não. Talvez ele pare por simplesmente não ter motivo para continuar.
Pergunto-me se ele notou a minha presença, que o observa o tempo todo, mas logo em seguida respondo a minha dúvida olhando fundo nos olhos dele – os meus olhos.
Claro que ele notou. Ele é nada mais que o meu reflexo em um espelho.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Hipotermia

Está nevando. A neve é negra. A neve é negra e está de noite. Não há outra explicação pra tamanho frio e escuridão.
A fogueira estava conseguindo me esquentar um pouco, mas a brasa não resistiu à umidade e acabou morrendo. Estou torcendo pra em algum momento, por milagre, achar um fósforo que eu achei que havia perdido em meus bolsos. Tremer não é uma opção, e não é de leve.
Calor humano. É, seria uma boa opção, mas meus companheiros, aqueles que não desistiram ainda de me fazer companhia, sofrem tanto com o frio quanto eu. Ou mais, se duvidar. Há quem tenha que carregar muita coisa e quase não agüenta o peso. Pedir calor humano a quem não tem é abuso, egoísmo.
O vento está soprando muito forte e parece que a neve nunca vai parar de cair. A sensação de impotência é realmente horrível. Eu realmente não posso fazer nada contra isso. A noite também parece eterna, mais do que é comum uma noite ser comprida do inverno. E a lua é nova – se realmente houver lua.
É claro que foi erro meu ter caminhado nessa direção, quando eu deveria ter ido pra outra. É sempre culpa minha, mas talvez não tenha muita opção. Eu fecho os olhos e torço pra pelo menos conseguir dormir, mas nos 5 minutos de cochilo, tudo o que tenho são pesadelos. Nem o sono vale a pena.
O frio percorre todo o meu corpo, e cada pelo está arrepiado. Cada osso, congelado, e cada músculo treme infinitamente. Dói. Cada órgão. Dói. Cada membro. Dói.
Ficar sentado aqui, perdendo as esperanças, não adianta muita coisa, mas a neve já está alta, e eu não conseguiria andar. Torço para que, ao menos, meus companheiros sobrevivam ao frio. Fecho os olhos mais uma vez e visualizo tudo que vivi com eles, e pelo quê passamos até chegar até esse fim de mundo. Quantas malditas trilhas erradas! Sempre fui covarde pra aceitar que não era coragem continuar, era burrice. Agora estamos aqui, perdidos, no escuro, com frio, como me sinto culpado.
Meu estômago avisa que os suprimentos de energia também acabaram, ele também dói, grita. A acidez está digerindo ele próprio.
Abro meus olhos, mas é como se os mantivesse fechado. Não há como enxergar. Posso apenas ouvir alguns soluços, e o vento cortando.
Minhas pálpebras se fecham, agora involuntariamente. Eu tremo de frio.
Eu tremo muito de frio.

domingo, 19 de abril de 2009

Só mais uma história de amor eterno

Os dedos entrelaçados,
Os sorrisos desconfiados,
Olhares apaixonados,
Momentos são relembrados.

Todo tempo que passou,
Toda dor que já sarou,
Nem a morte desbotou
Um amor que perdurou.

Ela enxuga seu rosto
Então assume seu posto
Onde sempre estaria
Por ele, tudo faria.

“Até que a morte os separe” era uma mentira.

Ao seu lado, no caixão,
Repousava o coração
Aliança em sua mão
No choro, uma canção.

A canção que já cantavam
Quando jovens, se olhavam,
E as rugas não denunciavam
O que, por dentro, pensavam.

“Até que a morte os separe” era uma mentira.
Muito mal-contada.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Exclamações e Cambalhotas ao Ar Livre

Cobiça, pose, vaidade.
Inveja, pura maldade.
Diamantes que não são de verdade.
A experiência mentindo a idade.

As piruetas de uma dança,
Amor, sorriso, confiança.
Esqueça o mundo e vire criança!
Esqueça o mundo e vire criança!

Mente, corpo, descansar.
Encher os pulmões com mais puro ar.
Lance a linha para o mar
Quanto amor você consegue pegar?

As piruetas de uma dança,
Amor, sorriso, confiança.
Esqueça o mundo e vire criança!
Esqueça o mundo e vire criança!

Cobiça, pose, vaidade.
Inveja, pura maldade.
Diamantes que não são de verdade.
A vida com os prazos de validade.

Sinta o movimento!
Sua roupa contra o vento!
A liberdade do momento!


As piruetas de uma dança,
Amor, sorriso, confiança.
Esqueça o mundo e vire criança!
Esqueça o mundo e vire criança!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Impressões em tinta preta tentando parecer chamativas

Lá está ele, caído.
Lá está ele, no chão.
Lá está ele, perdido.
Só mais um idiota querendo atenção.

Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.
Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.

Lá vai ela, com ar de maldade.
Lá vai ela com a arma na mão.
Lá vai ela com sua vaidade.
Só mais uma idiota querendo atenção.

Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.
Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.

Lá vão eles, brincando de vida.
Roleta russa, o revolver caiu da mão.
Arrasta o corpo pela subida.
Torça pra não chamar atenção!

Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.
Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.

Lá vamos nós, ser donos do mundo.
Lá vamos nós, donos de nada, não.
Tudo emerge, enquanto eu afundo.
Todos querem chamar atenção.

Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.
Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.

Nada faz sentido.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Incêndio

Senhoras e senhores.

Esse é o show.

O espetáculo.

Apreciem.

Observem enquanto ele queima!

Cresce!

Ilumina!

Tortura cada um de nós!

O calor é intenso.

A luz é forte.

O prazer é imenso.

Como temos sorte!

A fumaça asfixiante,

E a vontade estonteante.

De mergulhar!

Não há um só sentido excluído.

O tato sente as dores.

A visão contempla as cores.

O cheiro de queimado...

E na boca,

Um gosto doce...

Um gosto forte...

É o sabor da morte.

E não é o fôlego que se esvaiu.

Pois foi de mim que o fogo saiu.

Saiu para me aquecer.

Saiu para eu me esquecer.

Do passado.

Que deveria ser queimado.

E que agora, de vez,

pretendo ter apagado.

Bárbara Ogg Saísse Domingos

Só um pequeno lembrete em homenagem a uma grande amiga.
   - Em todos os sentidos.
Te amo, Bah ♥

quinta-feira, 9 de abril de 2009

É sério

O jogo não é
Como você acha, amigo.
O jogo não é
O que você pensa, cara.

Quantos amigos você tem?
Quantas pessoas você conhece?
“Eu sou popular, bem
Esse número só cresce.”

Pobre pessoa
Que acha que esse é o jogo.
Pobre pessoa
Que se vale pela quantidade.

Quantos amigos têm você?
Quantos deles te conhecem?
Essa é a minha razão de ser,
Aqueles que por mim se entristecem.
Enraivecem.
Enlouquecem.

É por esses que vivo,
Pela qualidade.
É por esses que vivo,
Pela sinceridade.

Mesmo que isso os custe a sanidade.
Desculpe por custar a sanidade.
Desculpe por custar a sanidade.

Obrigado por sacrificar a sanidade.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

para Amanda Cristina Nieviadonski, Ex;

Se o tempo passar;
Se o mundo expirar;
mesmo se nada resolver ficar no lugar.
Nada, nunca vai mudar,
nem de perto ameaçar,
o fato de você de alguma forma ajudar
meu pequeno mundo a girar.



Eu te mandei esse depoimento a um tempo atrás no orkut, espero que você não tenha se esquecido dele; eu não me esqueci.
Não sei por que cargas d'água essas coisas acontecem, mas lembra, quando a gente ainda namorava, eu jurei amor eterno a você, e eu vou cumprir, não como um namorado, claro, porque agora (graças a Deus, diga-se de passagem), as coisas mudaram.
Você pode achar que eu estou escrevendo isso aqui de forma forçada, pra você voltar a falar comigo, mas não é. Foi só uma oportunidade pra eu falar o quanto você é especial pra mim.
Me desculpe se eu não tenho demonstrado corretamente, mas é a verdade.
Esse texto é só pra eu declarar pro mundo inteiro (ou pelo menos pra quem lê esse blog ^o) ) que eu te amo demais, e pra vida toda. Os outros amigos que sintam ciúmes, mas você é o chão.

Namorados nem sempre são pra sempre, mas uma vez ex, é ex pra sempre, e você é a minha Ex.
E sim, eu criei um bom sentido pra essa palavra, um ótimo sentido, que é só seu.

EU TE AMO, C**ALHO.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Desabafo

Sabe, quando você ouve por trás da parede a pessoa que voce mais ama no mundo falar horrores de você, quando voce recebe juras de amor, fica, e logo depois ouve que era mentira, que voce estava sendo usado, você faz tanta força pra parar de amar, que quando você consegue, você acaba se esquecendo como faz. 
Quando você passa as férias inteiras por telefone ouvindo juras de amor, e no primeiro dia de aula essa pessoa diz que não foi ela, você chora tanto que você faz tanta força pra parar de chorar que você se torna insensível. 
Quando você decepciona as pessoas que você mais ama uma atrás da outra, você pensa então que é melhor pra ELAS que você se afaste.

 Quando não há caminhos certos a se seguir, você segue tantas vezes o errado que uma hora cansa, senta no meio-fio, e chora.

domingo, 5 de abril de 2009

Música sem Letra


A escrita não é perfeita, e as palavras não são tudo.

Algumas coisas não podem ser ditas, faladas, descritas com sílabas.

Só podem ser sentidas.

É uma sensação de impotência quando uma imagem ou um som descreve melhor nossos sentimentos do que nós mesmos.

 

Resta-me a dúvida, a ausência de palavras e o sentimento sem nome.

 

Resta-me apenas a melodia.

domingo, 29 de março de 2009

Tributo aos meus amigos

Não é nada mais que isso, um tributo aos meus amigos.

Não preciso citar nomes.

Não preciso citar razões.


Não os amo por serem os melhores do mundo,

- todos têm defeitos. 

Mas os amo como se fossem os únicos,

- pra mim, realmente os são.

 

Me desculpem por meus erros

- infinitos.

Pelas minhas piadas

- sem graça.

Pelos meus momentos de mau-humor

- constantes.

 

Cada um de vocês sabe pra quem isto aqui se refere.

Talvez uma homenagem,

Um pequeno tributo.

Um grande agradecimento.

 

Obrigado por cada um de vocês existir.

Não sou nada sem vocês.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Escurecer

Ela vem.

Ao fraco, ao forte.

Ela vem.

Com sorte, sem sorte.

Ela vem

 

Ela vem.

Querendo, não querendo.

Ela vem.

É inútil dizer “não entendo”.

Ela vem.

 

Acordado, dormindo.

Chorando, sorrindo.

Odiando, amando.

Com dor ou sonhando.
Ela vem.

 

Hoje, amanhã, daqui a cem anos.

Não tem escapatória.

Pra nenhum de nós, humanos.

Ela vem.

 

O próximo dia pode não haver.

Viva a vida como se há de viver.

Por que o fim dela, você nunca vai saber.

Ela vem.

 

Ela vem.

Ao fraco, ao forte.

Ela vem.

A todos, a morte.

Ela vem.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Insistência

Se não há a quem amar,
não há razão pro amor.

 

Mas eu continuo amando.

 

Se não há a quem odiar,

não há razão pro ódio.

 

Mas eu continuo odiando.

 

Se não há quem leia,

não há razão para escrever.

 

Mas eu continuo escrevendo.

 

Se não há quem ouça,

não há razão para falar.

 

Mas eu continuo falando.

 

Se não há quem ajude,

não há razão para pedir.

 

Mas eu continuo pedindo.

 

Se não há quem goste,

não há razão para o ser.

 

Mas eu continuo existindo.

 

Se não há quem aplauda,

não há razão para o espetáculo.

 

Mas o show, esse tem que continuar.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Pressão

O tempo passa.

Tick.

Tack. 
  
Tick.  
 
Tack.   


O coração acelera. 
 
Tick. 
Tack. 
Tick. 
Tack. 


O mundo grita. 

Tick. Tack.
Tick. Tack.   


A angústia surge.   

Tick. Tack. Tick. Tack.  

Mas o tempo o tempo continua passando.
O coração cada vez mais rápido.
O mundo gritando. 
E você aí.

Tick.

Tack.

Tick.

Tack. 


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

sábado, 7 de março de 2009

Maldito barulho

Eu pego o lápis, a caneta, o giz de cera,
Tanto faz, afinal.
Alguém pega a máquina de cortar grama.

Eu tento escrever, desenhar, cantar,
Tanto faz, afinal.
Quem é o infeliz que está gritando agora?

Preciso pensar, me concentrar, respirar,
Tanto faz, afinal.
Mas não param de bater!

Eu vou me irritar, me estressar, enfartar,
Tanto faz afinal.
Dá pra, por favor, parar com esse som?

Faria tudo pelo silêncio agora,
Tanto faz, afinal.
Esse lugar parece mesmo um inferno.

Nunca ouviu que é preciso silêncio pra se concentrar?
Tanto faz, afinal.
Maldito barulho.

Espere...
Tanto faz se deixam me concentrar.
Tanto faz se há silêncio.
Se a inspiração não vier.
Se sair tudo errado.

Mesmo assim eu escrevo, desenho, canto.
Mesmo assim eu penso, eu respiro.
Nada vai me estressar, me irritar.
O maior barulho, afinal, vem do meu peito.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Só me diga a verdade

Por que você mente?

Não sabe o quanto dói?
Não te ensinaram que é errado?
Por que você mente?

Você deveria saber, 
Eu queria tanto acreditar.

Diga-me, por que você mente?

Você acha divertido,
ver alguém acreditar.
Você acha divertido?   

Só explica, por que você mente?

Como espera que alguém confie em você,
Como espera que alguém, de verdade, confie em você?   

Por favor, por que você mente?   

Mentir não vai fazer a sua mentira se tornar verdade.
Mas talvez todas as outras verdades se tornem mentiras.   

Pelos céus, por que você mente?

Você mesmo acredita no que você diz?
Nem você mesmo acredita no que você diz.

Seria bem melhor.
Eu queria tanto acreditar.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Só mais uma divagação sobre o amor

Algumas pessoas, como passar do tempo, colecionam desilusões. Os relacionamentos, seja lá com quem for, vão dando errado, há a perda, há o medo, o isolamento, e por fim, a solidão.

Estas pessoas então, perdem a fé na vida, desacreditam da coisa da qual ninguém jamais poderia duvidar: do amor. Elas simplesmente desistem, e o pior é que acham que finalmente encontraram a verdade. Estão erradas, pois o amor existe, seja lá o tipo de amor que eu esteja falando, seja ele entre um casal, entre pais e filhos, entre irmãos, entre amigos, tanto faz, ele existe.

O que pode acontecer, às vezes, é um grande efeito dominó: quando uma pessoa deixa de acreditar no amor, ela finge pra ela mesma que ele não existe, e por causa disso, não o transparece para o próximo, que vai acabar por desacreditar também.

Talvez esse sentimento, diferentemente do ódio, por exemplo, que é incontrolável, é opcional, você pode fingir que ele é uma invenção, uma desculpa pra  conseguir realizar os próprios interesses, ou você pode acreditar nele, e dissemina-lo, por que assim como a falta de fé no amor é contagiosa, o próprio amor é também.

Tem gente que diz que não ama por que sofre, e eu tenho uma opinião sobre isso: a gente não sofre por causa do amor, sofre pela falta dele. Sofre, porque não sabe o real sentido dele, sofre porque quer sofrer. Sim, porque quer.

Acho que todo mundo conhece aquela infeliz canção, “ninguém me ama, ninguém me quer, vou comer barata ♫” . Tem gente que faz disso o seu hino, e não faz nada pra mudar, porque se ninguém ‘tá nem aí comigo, é porque alguma coisa de errado tem.

Posso ser suspeito para falar coisas como as que eu escrevi aqui, como um romântico sem solução assumido, mas pense por você mesmo, como você quer viver sendo amado se você não acredita no sentimento pelo qual você espera?

Nunca desista do amor, por mais que pareça que ele tenha desistido de você. É meu palpite, meu conselho.

Eu amo. Eu acredito no amor. Eu sou feliz.

 

*texto dedicado à uma grande-grande amiga que mais do que nunca, precisa se lembrar do amor*

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Estar feliz

Rir mesmo ouvindo The Blower’s Daughter do Damien Rice.

Gargalhar mesmo quando se está levando bronca.

Viajar nos pensamentos quando se ouve uma notícia ruim.

Estar feliz.

 

Se preocupar sem perder o otimismo.

Ouvir provocações sem perder o humor.

Tentar ajudar os outros a sorrir.

Estar feliz.

 

Agüentar o calor sem reclamar.

Rir oceanos no Messenger com seu melhor amigo de infância.

Estar nas nuvens.

Estar feliz.

 

Não existe melhor sensação no mundo.

Estar feliz.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

O tempo

Tempo.

            Esses dias, cheguei a incrível conclusão que é, definitivamente, a palavra que eu mais odeio, ainda mais quando pertinho assim de alguns verbos como ‘passar’ ou ‘(não) parar’. Me dá realmente uma aflição amedrontadora. O tempo não é como um corpo lançado a tal velocidade em tal direção, e todas aquelas coisas físicas, que se pode calcular onde vai dar. Ninguém sabe onde o tempo vai parar, e o que ele vai fazer da gente!

            Injustiça né!?

            Talvez sim, talvez não. Assim como ler o pensamento alheio (como eu já disse num texto anterior), ver o futuro não deveria ser muito legal, acho que se perderia um pouco de capacidade de escolha, e principalmente a esperança.

            Quanto à velocidade do tempo, é tudo tão relativo! Tem dias que parecem que passam tão depressa enquanto uns não acabam nunca! Não tem como controlar...

            Ou tem?

            Sinceramente, não sei, mas sei que tem como fazer o tempo, seja ele lento ou rápido, valer a pena.

            Pode ser um pouco hipócrita de a minha parte falar isso, já que ninguém reclama mais de tédio do que eu, mas quanto mais se reclama de tédio, e sinal que mais tempo está sendo desperdiçado, e ele não volta. Faz parte da responsabilidade de cada um de nós gastar cada segundo como ele deve ser gasto.

            O tempo é implacável.

            Tempo. 

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Contradição bipolar em relação ao texto anterior.

É, saber que o ultimo poema que eu postei é dramático, emo, suicida, trágico, e tudo mais, eu sei, e pode acreditar, era tudo que eu estava sentindo no momento.

Mas, porém, contudo, entretanto, admito também que não foi o jeito certo de me expressar, já que o vazio que eu sinto não faz contribuição a ninguém.
Pode até fazer, mas eu quero dizer que não faz.

Quero dizer, também, que jogar truco e assistir tanta televisão fez meu cérebro parar de pensar negativamente um pouco, e eu, no momento, estou contradizendo o que eu escrevi.

 

Os dias não são em vão, nenhum.
Nunca é demais respirar.

O jogo só acaba quando você morre.

 

Eu durmo quanto quiser dormir.
Como se eu quiser comer.
E posso muito bem me aquecer sozinho.

Ah, água mata sim a sede.

 

Olhares se perdem como se ganham, indiferentes.
Histórias são sempre histórias, não importa se lidas.
Eu não sou errado. Ninguém é.

 

Se eu estou tonto, é falta de exercício físico.
Se eu me sinto fraco, é por não comer direito.
Se eu não consigo falar, é por que estou afônico, da gripe.

Se eu estou mal, não preciso explicar, preciso só de um abraço.

 

Viver NUNCA é um erro.

E a dor as vezes pode ser a solução.

Quanto a resolução final, nada a declarar.

 

E sabe o que mais? Dane-se o vazio.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Fatos

 

Mais um dia se passa.
Desperdiçado.
Mais um suspiro dado.
Gasto.
Mais um jogo jogado.
Perdido.

Estou com sono mas não consigo dormir;
Tenho fome mas não consigo comer;
Tenho frio mas nada me aquece;
tenho sede, mas lágrimas não se bebem.

Mais um olhar lançado,
Perdido.
Mais uma história contada,
Não lida.
Mais uma pessoa errada,
Eu.

Estou tonto mas não posso me deitar;
Mes sinto fraco e não consigo respirar;
Estou fechado e não consigo falar;
Estou mal e não sei como explicar.

Mais um erro cometido,
Viver.
Mais um problema sentido,
Dor.
Mais uma solução possível,
Você.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Às vezes é preciso, no mínimo, olhar para o céu.

Não só na frente da televisão, onde é óbvio, mas algumas vezes não parece que o cérebro trava? Falha de alguma forma?

Para cada ser humano parece que há um pacote de preocupações, com direito a etiquetinha com o nome (por que geralmente não são transferíveis), que varia de tamanho, geralmente com a idade, mas que sempre tem o mesmo peso, e não adianta ir aliviando pelo caminho, por que sempre, mas eu digo sempre mesmo, vão sendo acrescentados novos problemas ao pacote.

Todo esse peso às vezes faz com que a gente fique com o humor afetado, sabe, a gente reclama de tudo e de todos. Reclama da vida. Talvez, me arrisco a dizer, e por experiência própria, todas essas preocupações e esse mau-humor ajudam para que nosso cérebro falhe. E quando eu digo cérebro, não falo apenas da capacidade de raciocínio, que é claramente afetada, mas da criatividade e da inteligência emocional!

A gente não tem como se livrar das preocupações, mas tem como ver as coisas de um outro modo, lembrar que apesar do peso do pacote, que atrapalha, claro, a caminhada, tem coisas acontecendo a nossa volta que podem fazer com que esqueçamos, pelo menos um pouco, os problemas.

Pessoas.

            Paisagens.

            Músicas.

            Sorrisos.

            Para as coisas voltarem a funcionar, às vezes é preciso, no mínimo, olhar para o céu.

 

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Frase sobre a saudade

A distância às vezes só serve pra provar como é bom estar por perto!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Mudança

Nada muda o tempo todo,
tudo permanece.
Não as mesmas pessoas,
mas tudo permanece.
Não os mesmos fatos,
mas tudo permanece.
Não os mesmos lugares,
mas tudo permanece.
E permanece porque?
Por que nós não mudamos.

Às vezes, até tentamos
Às vezes, até crescemos.
mas não mudamos.
Não mudamos.
Amamos outras pessoas,
mas não mudamos.
Outras pessoas nos amam,
mas não mudamos.

Os outros que mudam a gente.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Saudades

Alguns dias se resumem em pessoas;
outros, se resumem na falta que essas pessoas fazem.
Alguns momentos são gravados pra sempre;
outros, só servem para se lembrar dos anteriores.
Alguns segundos duram pra eternidade;
mesmo que segundos depois não existam mais.
Algumas coisas apenas fazem falta;
outras não.
À essas outras cabe o título de pedaços que,
quando ausentes, deixam vazio.
Deixam dor.
Enfim, deixam saudades.

Melodia da Alma

Existem muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Agora, enquanto escrevo, por exemplo, milhares de outras situações podem estar ocorrendo.

            Podem não. Estão.

            Algumas eu posso ver, sentir, como a música que toca, as nuvens se movendo lá fora, o Sol descendo em direção ao horizonte, meu coração batendo.

            Outras, eu posso saber depois, de alguma forma, se me for contado, ou por sempre acontecer, mas que não estou presente, como sei que existem muitas pessoas andando de volta para suas casas, ou seguindo para seu destino.

            Mas há ainda aquelas coisas que se passam agora, e eu nunca vou saber. Uma dessas coisas é o pensamento de cada amigo meu, de cada pessoa que eu conheço, ou de quem eu mesmo nunca vi.

            Ler o pensamento sempre foi um sonho do ser humano, que cria sempre personagens que ouvem o que se passa na mente de outras pessoas, mas, feliz ou infelizmente, não é real.

            Nunca vamos saber o que alguém realmente pensa, mesmo que pareça pelo seu modo de agir. Algumas pessoas interpretam, ou simplesmente escondem o que tem dentro de si. Não condeno ninguém por isso, mas às vezes, pode ser prejudicial pra quem esconde e pra quem precisa saber.

            Se pudesse adivinhar o que cada pessoa pensa, tudo seria muito chato e deprimente, já que muitas vezes você não é visto como você acha que é visto. Você pode pensar que é amado, e não é. Você pode achar que importa, mas não importa. Você pode achar que é verdade, e é mentira.

            Cada um sabe da melodia que toca na alma, e não é bom que se cante outra, pois uma hora ou outra, o coração vai cantar mais alto.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Lua Nova

O sol se põe e tudo escurece.
Cada pessoa faz sua prece.
Ver se a lua, de repente, aparece.
Mas que nada. 

A lua funciona bem,
em suas fases, seu vai e vem,
mas ninguém se contenta com o que tem.
Ninguém quer lua escura. 

Sem a lua o escuro é frio de inverno.
Preferíamos todos até o inferno.
Quem sabe lá o calor é mais terno.
Revolta. 

Mas é bom que a raiva passe,
seria bom se o tempo voasse,
Hoje a lua não mostra a brilhante face.
Quem vota em ir dormir?
 

Alguém lá na multidão,
Faz força pra erguer sua mão,
Gagueja, mas diz “Não!
Prefiro admirar as estrelas.”

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Só um fato bizarro.

Nem todas as pessoas pelas quais você morreria se dariam ao trabalho de ir ao seu enterro.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Frase (retardada) feita durante o banho:

            A vida é como um copo de refrigerante de uma loja de fast food qualquer: com muito gelo (interprete como quiser), fica com gosto de água, e quanto mais perto do fim, mais rápido passa.

Complexo de Superioridade

Ser quem você é.

            Como você pode ser quem se é de verdade quando olha ao seu redor e vê pessoas tão supostamente melhores?

            Às vezes, nossos talentos parecem tão pequenos perto dos outros que parecem não existir. Ou nos fazem desistir antes mesmo de tentar.
            Todos nós passamos por isso. Sempre vai haver alguém com dons que não depende só do seu esforço para ter.

           

Sempre vai ter alguém mais rápido que você.
            Sempre vai ter alguém que tira melhores notas que você.

            Sempre vai ter alguém que canta melhor do que você.

            Sempre vai ter alguém com mais amigos que você.
            Sempre vai ter alguém com todas essas qualidades a mais que você.

           

            Mas aí vem um fato que se custa a acreditar: estas pessoas não são melhores que você. E só serão quando você fingir ser alguém que não é realmente.

            Quando uma pessoa dá o máximo de seus talentos, mesmo esses parecendo menores em relação a de outros, esta pessoa é a melhor.

            Ser a melhor não significa ser melhor que os outros, mas ser o melhor que você pode ser.

            É um clichê, mas atire a primeira pedra (em si mesmo, obviamente) quem disser que não concorda.

            Deixar de lado o complexo de inferioridade e.

            Ser quem você é.

Corra, estude, cante, faça amigos, e lembre-se: ame um pouco a si mesmo. Ajuda.

Só um desabafo sobre violência.

"Quando eu crescer vou ser policial, é só matar o ladrão."

Meu priminho de quatro anos é um amor! Curto e grosso. Estúpido também, mas não nego, sincero.

Matar o ladrão. Seria realmente bem prático, assim como eu faço com os pernilongos.

Caço.

Mato.

Rio da morte deles (que me perdoem os protetores dos animais, mas ô bichinho irritante).

Não quero falar sobre pena de morte, mesmo por que nem eu tenho uma opinião formada sobre isso, mas que porcaria de mundo é esse em que um pirralho com menos de um quarto da minha idade chega e me diz: "É só matar o ladrão"?

Pelo menos ele não é o ladrão.

Ainda.

Espera ele descobrir esses jogos violentos e politicamente incorretos para computadores. Afinal, eles fazem tanto sucesso!

Expliquem-me, oh vocês seres humanos cultos: Pra quê? Pra que se vestir de branco no ano novo, pedir paz, mas pregar a violência desse jeito? Me diz, que sentido faz um apresentador de um programa de TV medíocre (daqueles sensacionalistas que só apresentam sangue, morte, sangue, morte, sabe?) se sentir orgulhoso por que um pai manda um e-mail elogiando o programa e dizendo que "meu filho de cinco anos não perde um dia"?

O ser humano se adaptou à violência, infelizmente. Isso me irrita, profundamente.

Quem sabe da próxima vez eu escreva sobre coisas menos desagradáveis como...

Pernilongos!