domingo, 29 de março de 2009

Tributo aos meus amigos

Não é nada mais que isso, um tributo aos meus amigos.

Não preciso citar nomes.

Não preciso citar razões.


Não os amo por serem os melhores do mundo,

- todos têm defeitos. 

Mas os amo como se fossem os únicos,

- pra mim, realmente os são.

 

Me desculpem por meus erros

- infinitos.

Pelas minhas piadas

- sem graça.

Pelos meus momentos de mau-humor

- constantes.

 

Cada um de vocês sabe pra quem isto aqui se refere.

Talvez uma homenagem,

Um pequeno tributo.

Um grande agradecimento.

 

Obrigado por cada um de vocês existir.

Não sou nada sem vocês.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Escurecer

Ela vem.

Ao fraco, ao forte.

Ela vem.

Com sorte, sem sorte.

Ela vem

 

Ela vem.

Querendo, não querendo.

Ela vem.

É inútil dizer “não entendo”.

Ela vem.

 

Acordado, dormindo.

Chorando, sorrindo.

Odiando, amando.

Com dor ou sonhando.
Ela vem.

 

Hoje, amanhã, daqui a cem anos.

Não tem escapatória.

Pra nenhum de nós, humanos.

Ela vem.

 

O próximo dia pode não haver.

Viva a vida como se há de viver.

Por que o fim dela, você nunca vai saber.

Ela vem.

 

Ela vem.

Ao fraco, ao forte.

Ela vem.

A todos, a morte.

Ela vem.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Insistência

Se não há a quem amar,
não há razão pro amor.

 

Mas eu continuo amando.

 

Se não há a quem odiar,

não há razão pro ódio.

 

Mas eu continuo odiando.

 

Se não há quem leia,

não há razão para escrever.

 

Mas eu continuo escrevendo.

 

Se não há quem ouça,

não há razão para falar.

 

Mas eu continuo falando.

 

Se não há quem ajude,

não há razão para pedir.

 

Mas eu continuo pedindo.

 

Se não há quem goste,

não há razão para o ser.

 

Mas eu continuo existindo.

 

Se não há quem aplauda,

não há razão para o espetáculo.

 

Mas o show, esse tem que continuar.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Pressão

O tempo passa.

Tick.

Tack. 
  
Tick.  
 
Tack.   


O coração acelera. 
 
Tick. 
Tack. 
Tick. 
Tack. 


O mundo grita. 

Tick. Tack.
Tick. Tack.   


A angústia surge.   

Tick. Tack. Tick. Tack.  

Mas o tempo o tempo continua passando.
O coração cada vez mais rápido.
O mundo gritando. 
E você aí.

Tick.

Tack.

Tick.

Tack. 


AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!

sábado, 7 de março de 2009

Maldito barulho

Eu pego o lápis, a caneta, o giz de cera,
Tanto faz, afinal.
Alguém pega a máquina de cortar grama.

Eu tento escrever, desenhar, cantar,
Tanto faz, afinal.
Quem é o infeliz que está gritando agora?

Preciso pensar, me concentrar, respirar,
Tanto faz, afinal.
Mas não param de bater!

Eu vou me irritar, me estressar, enfartar,
Tanto faz afinal.
Dá pra, por favor, parar com esse som?

Faria tudo pelo silêncio agora,
Tanto faz, afinal.
Esse lugar parece mesmo um inferno.

Nunca ouviu que é preciso silêncio pra se concentrar?
Tanto faz, afinal.
Maldito barulho.

Espere...
Tanto faz se deixam me concentrar.
Tanto faz se há silêncio.
Se a inspiração não vier.
Se sair tudo errado.

Mesmo assim eu escrevo, desenho, canto.
Mesmo assim eu penso, eu respiro.
Nada vai me estressar, me irritar.
O maior barulho, afinal, vem do meu peito.