terça-feira, 28 de abril de 2009

Persistência é uma palavra bonita, porém complicada.

Meu caro rapaz,
Bem vindo à realidade!
Pra você tanto faz
Se tudo isso é verdade.

Mas os tempos estão mudados,
E você não mudou.
Os seus braços estão parados,
Mas o mundo girou.

Todos fizeram sua parte,
E você nem ligou.
Trabalho, estudo, arte,
Mas você empacou.

Aí você pára, reflexão:
“Devia ter me esforçado”
Tenha atitude, então!
“Meu tempo está acabado”

Que é isso rapaz?
Não importa o desperdiçado.
Corra agora atrás!
Não ignore o que foi falado

É inviável voltar.
Mas o caminho a seguir é escolha sua.

domingo, 26 de abril de 2009

Afã


Olha lá pra ele, que idiota. Tentando se concentrar e escrever poemas românticos. Me é digno até de compaixão. Até parece que ele não sabe que pra falar de amor é preciso ao menos saber o que é isso. Não sei se ele é muito hipócrita ou muito ingênuo mesmo. Quem sabe até os dois.
Olha lá! Ele faz cara de quem não sabe quem ele é ou o que está fazendo ali, com aquele caderninho e com aquela caneta. É realmente patético. Patético e convincente. O que será que ele está pensando?
Tudo que ele tem são letras e palavras vazias, assim como seus olhos. Suas olheiras e a barba mal feita são só reflexos de uma expressão abatida, acachapada. Talvez ele se sinta abjeto, um nada, um objeto.
Tudo que ele tem são letras e palavras vazias, assim como os seus olhos.
Ás vezes ele para de escrever, talvez para pensar. Ou não. Talvez ele pare por simplesmente não ter motivo para continuar.
Pergunto-me se ele notou a minha presença, que o observa o tempo todo, mas logo em seguida respondo a minha dúvida olhando fundo nos olhos dele – os meus olhos.
Claro que ele notou. Ele é nada mais que o meu reflexo em um espelho.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Hipotermia

Está nevando. A neve é negra. A neve é negra e está de noite. Não há outra explicação pra tamanho frio e escuridão.
A fogueira estava conseguindo me esquentar um pouco, mas a brasa não resistiu à umidade e acabou morrendo. Estou torcendo pra em algum momento, por milagre, achar um fósforo que eu achei que havia perdido em meus bolsos. Tremer não é uma opção, e não é de leve.
Calor humano. É, seria uma boa opção, mas meus companheiros, aqueles que não desistiram ainda de me fazer companhia, sofrem tanto com o frio quanto eu. Ou mais, se duvidar. Há quem tenha que carregar muita coisa e quase não agüenta o peso. Pedir calor humano a quem não tem é abuso, egoísmo.
O vento está soprando muito forte e parece que a neve nunca vai parar de cair. A sensação de impotência é realmente horrível. Eu realmente não posso fazer nada contra isso. A noite também parece eterna, mais do que é comum uma noite ser comprida do inverno. E a lua é nova – se realmente houver lua.
É claro que foi erro meu ter caminhado nessa direção, quando eu deveria ter ido pra outra. É sempre culpa minha, mas talvez não tenha muita opção. Eu fecho os olhos e torço pra pelo menos conseguir dormir, mas nos 5 minutos de cochilo, tudo o que tenho são pesadelos. Nem o sono vale a pena.
O frio percorre todo o meu corpo, e cada pelo está arrepiado. Cada osso, congelado, e cada músculo treme infinitamente. Dói. Cada órgão. Dói. Cada membro. Dói.
Ficar sentado aqui, perdendo as esperanças, não adianta muita coisa, mas a neve já está alta, e eu não conseguiria andar. Torço para que, ao menos, meus companheiros sobrevivam ao frio. Fecho os olhos mais uma vez e visualizo tudo que vivi com eles, e pelo quê passamos até chegar até esse fim de mundo. Quantas malditas trilhas erradas! Sempre fui covarde pra aceitar que não era coragem continuar, era burrice. Agora estamos aqui, perdidos, no escuro, com frio, como me sinto culpado.
Meu estômago avisa que os suprimentos de energia também acabaram, ele também dói, grita. A acidez está digerindo ele próprio.
Abro meus olhos, mas é como se os mantivesse fechado. Não há como enxergar. Posso apenas ouvir alguns soluços, e o vento cortando.
Minhas pálpebras se fecham, agora involuntariamente. Eu tremo de frio.
Eu tremo muito de frio.

domingo, 19 de abril de 2009

Só mais uma história de amor eterno

Os dedos entrelaçados,
Os sorrisos desconfiados,
Olhares apaixonados,
Momentos são relembrados.

Todo tempo que passou,
Toda dor que já sarou,
Nem a morte desbotou
Um amor que perdurou.

Ela enxuga seu rosto
Então assume seu posto
Onde sempre estaria
Por ele, tudo faria.

“Até que a morte os separe” era uma mentira.

Ao seu lado, no caixão,
Repousava o coração
Aliança em sua mão
No choro, uma canção.

A canção que já cantavam
Quando jovens, se olhavam,
E as rugas não denunciavam
O que, por dentro, pensavam.

“Até que a morte os separe” era uma mentira.
Muito mal-contada.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Exclamações e Cambalhotas ao Ar Livre

Cobiça, pose, vaidade.
Inveja, pura maldade.
Diamantes que não são de verdade.
A experiência mentindo a idade.

As piruetas de uma dança,
Amor, sorriso, confiança.
Esqueça o mundo e vire criança!
Esqueça o mundo e vire criança!

Mente, corpo, descansar.
Encher os pulmões com mais puro ar.
Lance a linha para o mar
Quanto amor você consegue pegar?

As piruetas de uma dança,
Amor, sorriso, confiança.
Esqueça o mundo e vire criança!
Esqueça o mundo e vire criança!

Cobiça, pose, vaidade.
Inveja, pura maldade.
Diamantes que não são de verdade.
A vida com os prazos de validade.

Sinta o movimento!
Sua roupa contra o vento!
A liberdade do momento!


As piruetas de uma dança,
Amor, sorriso, confiança.
Esqueça o mundo e vire criança!
Esqueça o mundo e vire criança!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Impressões em tinta preta tentando parecer chamativas

Lá está ele, caído.
Lá está ele, no chão.
Lá está ele, perdido.
Só mais um idiota querendo atenção.

Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.
Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.

Lá vai ela, com ar de maldade.
Lá vai ela com a arma na mão.
Lá vai ela com sua vaidade.
Só mais uma idiota querendo atenção.

Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.
Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.

Lá vão eles, brincando de vida.
Roleta russa, o revolver caiu da mão.
Arrasta o corpo pela subida.
Torça pra não chamar atenção!

Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.
Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.

Lá vamos nós, ser donos do mundo.
Lá vamos nós, donos de nada, não.
Tudo emerge, enquanto eu afundo.
Todos querem chamar atenção.

Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.
Nem tudo que tem nexo faz algum sentido.

Nada faz sentido.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Incêndio

Senhoras e senhores.

Esse é o show.

O espetáculo.

Apreciem.

Observem enquanto ele queima!

Cresce!

Ilumina!

Tortura cada um de nós!

O calor é intenso.

A luz é forte.

O prazer é imenso.

Como temos sorte!

A fumaça asfixiante,

E a vontade estonteante.

De mergulhar!

Não há um só sentido excluído.

O tato sente as dores.

A visão contempla as cores.

O cheiro de queimado...

E na boca,

Um gosto doce...

Um gosto forte...

É o sabor da morte.

E não é o fôlego que se esvaiu.

Pois foi de mim que o fogo saiu.

Saiu para me aquecer.

Saiu para eu me esquecer.

Do passado.

Que deveria ser queimado.

E que agora, de vez,

pretendo ter apagado.

Bárbara Ogg Saísse Domingos

Só um pequeno lembrete em homenagem a uma grande amiga.
   - Em todos os sentidos.
Te amo, Bah ♥

quinta-feira, 9 de abril de 2009

É sério

O jogo não é
Como você acha, amigo.
O jogo não é
O que você pensa, cara.

Quantos amigos você tem?
Quantas pessoas você conhece?
“Eu sou popular, bem
Esse número só cresce.”

Pobre pessoa
Que acha que esse é o jogo.
Pobre pessoa
Que se vale pela quantidade.

Quantos amigos têm você?
Quantos deles te conhecem?
Essa é a minha razão de ser,
Aqueles que por mim se entristecem.
Enraivecem.
Enlouquecem.

É por esses que vivo,
Pela qualidade.
É por esses que vivo,
Pela sinceridade.

Mesmo que isso os custe a sanidade.
Desculpe por custar a sanidade.
Desculpe por custar a sanidade.

Obrigado por sacrificar a sanidade.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

para Amanda Cristina Nieviadonski, Ex;

Se o tempo passar;
Se o mundo expirar;
mesmo se nada resolver ficar no lugar.
Nada, nunca vai mudar,
nem de perto ameaçar,
o fato de você de alguma forma ajudar
meu pequeno mundo a girar.



Eu te mandei esse depoimento a um tempo atrás no orkut, espero que você não tenha se esquecido dele; eu não me esqueci.
Não sei por que cargas d'água essas coisas acontecem, mas lembra, quando a gente ainda namorava, eu jurei amor eterno a você, e eu vou cumprir, não como um namorado, claro, porque agora (graças a Deus, diga-se de passagem), as coisas mudaram.
Você pode achar que eu estou escrevendo isso aqui de forma forçada, pra você voltar a falar comigo, mas não é. Foi só uma oportunidade pra eu falar o quanto você é especial pra mim.
Me desculpe se eu não tenho demonstrado corretamente, mas é a verdade.
Esse texto é só pra eu declarar pro mundo inteiro (ou pelo menos pra quem lê esse blog ^o) ) que eu te amo demais, e pra vida toda. Os outros amigos que sintam ciúmes, mas você é o chão.

Namorados nem sempre são pra sempre, mas uma vez ex, é ex pra sempre, e você é a minha Ex.
E sim, eu criei um bom sentido pra essa palavra, um ótimo sentido, que é só seu.

EU TE AMO, C**ALHO.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Desabafo

Sabe, quando você ouve por trás da parede a pessoa que voce mais ama no mundo falar horrores de você, quando voce recebe juras de amor, fica, e logo depois ouve que era mentira, que voce estava sendo usado, você faz tanta força pra parar de amar, que quando você consegue, você acaba se esquecendo como faz. 
Quando você passa as férias inteiras por telefone ouvindo juras de amor, e no primeiro dia de aula essa pessoa diz que não foi ela, você chora tanto que você faz tanta força pra parar de chorar que você se torna insensível. 
Quando você decepciona as pessoas que você mais ama uma atrás da outra, você pensa então que é melhor pra ELAS que você se afaste.

 Quando não há caminhos certos a se seguir, você segue tantas vezes o errado que uma hora cansa, senta no meio-fio, e chora.

domingo, 5 de abril de 2009

Música sem Letra


A escrita não é perfeita, e as palavras não são tudo.

Algumas coisas não podem ser ditas, faladas, descritas com sílabas.

Só podem ser sentidas.

É uma sensação de impotência quando uma imagem ou um som descreve melhor nossos sentimentos do que nós mesmos.

 

Resta-me a dúvida, a ausência de palavras e o sentimento sem nome.

 

Resta-me apenas a melodia.