segunda-feira, 25 de maio de 2009

Procurando por uma resposta, esperando por uma pergunta.

Asas que vem com a melodia,
Dançam enquanto voam, voam enquanto dançam.
Deslizam sobre a superfície fria.
Deles mesmos.
Somos humanos.
Somos maus, somos bem,
Somos nada, ou alguém.
Somos nós, ou um só nó.
Somos só.
Somos humanos.
Pedaços de sociedades,
Bordadores de verdades,
Os prós, os contras, os reversos.
Somos criadores de universos.
Somos humanos.
Somos pouco, somos muito,
Somos nada, somos tudo.
Somos insignificantes e gigantes.
Somos humanos.
Enquanto dançamos,
Enquanto falamos,
Enquanto cantamos,
Enquanto erramos.
Somos humanos.

Somos só humanos.

domingo, 17 de maio de 2009

O mundo está de cabeça pra baixo, entenda quem puder, salve-se quem quiser.

O sangue pra cabeça escorreu,
As idéias se revolucionaram.
Aos poucos a mente morreu,
Mas os neurônios se acostumaram.
Quem sou eu, quem é você?
Quer saber, não importa!
Nada do que o mundo vê
Está pra dentro de sua porta.
O que é mesmo moral?
Todos se esqueceram.
Se é humano ou animal.
Todos se perderam.
Quem sou eu, quem é você?
Não é tudo relativo.
Não importa o que o mundo vê.
Não se resuma em estar vivo.
Não se deixe levar
Pela moda do “não há moda”
Você tem que pensar!
Nem tudo no mundo roda.
Nem tudo no mundo é certo.
Nem tudo no mundo encaixa.
Estamos longe, mesmo perto.
É pra isso que existe a faixa.
Atravesse onde é seguro.
Onde os carros não estão passando.
Por mais que brilhe, é tudo escuro.
E nosso tempo está acabando.

E no meio desta confusão, ainda existe uma luz no fim do túnel.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Os nossos nós que não são nada além de nós.

Uma música toca ao fundo
Enquanto penso em você.
Algumas coisas, eu me confundo.
Estranho como se vê.
É impressionante o meu poder
De me esquecer,
E de lembrar.
Do que eu não podia.
E do que não devia.
Do que eu ao menos sabia.
De você.
Tudo é novo, tudo é belo.
Mas nada é novidade.
Entre nós um novo elo,
E dessa vez, é de verdade.
Finalmente estamos livres de nós.
Desatamos todos esses nós.
Eu sigo em frente
E de repente...
Sou só seu amigo
E você está comigo
Pra onde eu for.
Com quem eu for.
Não importa o frio.
Ou o calor.
Venham os novos amores.
Novos campos de flores,
Mas o passado fica guardado.
O sentimento experimentado.
Um coração ensangüentado.
Que coagulou.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Um pequeno auto-retrato pintado à mão e às pressas.

Ele acha que é poeta,
Mas ele não sabe rimar.
Ele gosta de romance,
Mas não sabe como amar.
Ele morre de medo
De quem ele possa ser.
Ele não tem noção
Do que possa parecer.

Ele só quer ser feliz.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Labirinto mental, sem nexo e sem sentido, entenda.

Não te contei que era assim?
Bem complicado.
Que nem toda confusão tem fim?
Mal explicado.

Quem eu sou me impede de ser como você.
Quem eu sou me impede de ser quem quer que eu seja.
Quem quer que eu seja.

Não diz que vai, e nem que fica.
É uma emergência, você complica.
Em minha mente nada especifica.
É uma emergência, e você complica.

Quem eu sou me impede de ser como você.
Quem eu sou me impede de ser quem quer que eu seja.
Quem quer que eu seja.

Me espere do lado de fora.
Eu preciso parar e pensar.
E o que eu quero agora?
Não sei nem o que falar.

Quem eu sou me impede de ser como você.
Quem eu sou me impede de ser quem quer que eu seja.
Quem quer que eu seja.

Não diz que fica, e nem que vai.
É uma emergência, você ainda sai.
Em minha mente a lógica cai.
É uma emergência, você ainda sai.

Não te contei que era assim?
Bem complicado.
Que nem toda confusão tem fim?
Mal explicado.

Bem mal explicado, me ajuda?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O advogado de defesa abandonou o caso, vamos agora aos fatos.

Jogue se quiser jogar.
Minta se quiser mentir.
Eu insisto em falar,
É você quem vai cair.
Cansei de brincar,
Já perdeu a graça.
Cansei de ajudar.
Se quiser, que faça.
Não me culpe pelos seus erros.
Você que escolheu assim.
Agora eu rompo com os elos.
Nada mais espere de mim.

Não me julgue, se é você que está no banco dos réus.
Você está no banco dos réus.

Minta se quiser jogar.
Jogue se quiser mentir.
Nem a saliva vou gastar,
Você já cansou de ouvir.
Cansei da sua graça,
Já perdeu a brincadeira.
Cansei de dizer ‘faça’.
Se quiser, faça a besteira.
Não me culpe pelos seus elos.
Eu que escolhi assim.
Agora eu rompo com os meus erros.
Saia de perto de mim.

Não me julgue, se é você que está no banco dos réus.
Você está no banco dos réus.