domingo, 28 de junho de 2009

Bolinhos de chocolate feitos de barro, sabor felicidade.

Terra.
Chuva.
Lama.

Lama, diversão.

Lama.
Terra.
Teto.

Teto, bronca de mãe.

Teto.
Banho.
Tédio.

Tédio, roupa limpa.

Tédio.
Riso.
Lama.

Lama, e foi-se a roupa limpa.

Lama.
Lama.
Lama.

Lama, como é bom ser criança.

Como é bom ser criança.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Feliz Dia Municipal da Fran.

Dor de cabeça
Dor na cabeça
Sai daqui, me esqueça.
Antes que eu enlouqueça.
Meu humor é invejável!
Não sou muito amigável.
Minha língua é inflamável.
A ironia, tão amável!

Veneno, veneno, veneno.

Xispa! Não me toque!
Pegue uma corda, se enforque!
Estou com ódio interno,
Vou mandar tudo pro inferno.

Veneno, veneno, veneno.

Dor de cabeça
Dor na cabeça
Sai daqui, não me enlouqueça.
Antes que eu até me esqueça
(que eu tenho educação).
Meu humor é imprestável!
Nem de longe amigável.
Minha língua é detestável.
A ironia, inflamável!
(Não conte com a sorte, não).

Veneno, veneno, veneno.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Quando gelo e fogo se misturam, é água que escorre depois do conflito.

Olha o que acontece comigo!
E me entenda!
Me explique, porque eu já não consigo.
Um sentimento sem nome,
Uma ferida sem cura,
Uma dor que consome,
Onde não se procura.
Na alegria, guardada
Uma tristeza impregnada
Se revela sem aviso
A alma arrasada
E a cara amarrotada.
A chaga escancarada,
Que não quer sumir.

Segundos atrás, me afogava em sorrisos.
O que acontece...
Não sei, eu caio em meus abismos.
Um sentimento sem nome,
Uma ferida sem solução.
Uma dúvida que não dorme.
Um rosto sem expressão.
Eu queria entender
A minha capacidade
De me esquecer
Da felicidade
Que vivi há três segundos!
A voracidade
Da minha alma e seus dois mundos.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Paranóias, provérbios e expressões impressas. Impressões expressas.

Quem sabe um dia isso aconteça;
Que de trás da escuridão espessa
A luz do túnel apareça,
Só enxergo a escuridão.

E a falta de sintonia!
Quando em plena luz do dia
Me afogo em alegria...
E de noite, é solidão.

A esperança só piora,
Ela põe o medo pra fora,
E quando vejo, o olho chora,
Afundado em ilusão.

Sempre tem um túnel no fim da luz.

Quem sabe um dia isso aconteça;
Que de trás da escuridão apareça
A luz do túnel, esqueça.
Só enxergo a solidão.

E a falta de sintonia!
Quando falta luz em pleno dia!
Eu mal vejo alegria...
E de noite, é ilusão.

A esperança põe pra fora,
Ela o medo só piora,
E quando vejo, tudo chora,
Afundado em escuridão.

Sempre tem um túnel no fim da luz.
Muito túnel, pouca luz.

Sempre tem um túnel no fim da luz.