domingo, 23 de agosto de 2009

Insanidade reestabelecida, o paciente pode enfim voltar ao hospital psiquiátrico.

Preciso de tempo em um hospício.
Para poder me livrar do meu vício.
Essa compulsão pelo desperdício.
Desperdício de mim.
Minha mente já não pode pensar.
Me sinto num oco do tamanho do mar.
Esperando o momento certo de naufragar.
Esperando o fim.
E num mísero momento de sanidade,
Lucidez da qual tenho saudade,
Declaro que apesar da minha idade,
Já não estou são.
Neste quarto de paredes brancas
Não existem mais alavancas.
Nem nada além das trancas.
Aqui só existe o não.
Admito então que estou louco,
Louco, por muito, não pouco.
Louco de gritar e ficar rouco.
Louco de amor e desamores.
Espero estar vivo quando acabar.
Espero de insanidade não definhar.
Espero viver, sorrir e amar.
Espero viver, sorrir e amar.

5 comentários:

  1. É incrível como as palavras agem no interior, a ponto de emocionar, provocar uma ânsia pela vida... As palavras se juntam, formam sentido(s), são dispostas a rima, podem se amar no papel... É dom poder passar pela letra um sentimento, ato, ação, sinônimos..., poder emocionar o outro que vai ler, ver suas palavras.

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  2. ex, você é foda.

    saudades mil de ti (L)

    (e é dEsperdício xD)

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  3. (ali em cima sou eu, tá? eu não sei que perfil é esse, deve ser algo da minha irmã ^o) )

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  4. Você sempre me impressiona, de um jeito ou de outro! Não me canso de falar: você é ótimo!

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