sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Interlúdio

Todo o tempo que eu estive longe
Esperando uma inspiração,
De nada me adiantou,
E eu cai em contradição.

Todo o tempo que economizei
Sem palavras e sem versos
Aos poucos me transformou
No pior de nós, perversos.

E essa arte não faz sentido,
Sem objetivo, direção.
De futilidade inútil sou.
Sei nem se tenho coração.

Não sou poeta, afinal.

Me perdoe um dia por ser confuso.
Por não ter a mente no lugar.
Me perdoe por entrar em parafuso.
Por não ter certeza de como amar.
Me perdoe um dia por ser assim.
Por não saber o que fazer.
Me perdoe por não dizer não, ou sim.
Por não ter como entender.

Não sou poeta.
Não sou poeta, afinal.
Não sou poeta, afinal.