domingo, 29 de novembro de 2009

Obsceno




Curiosidade, curiosidade
E muita, profunda vontade
De você.

Ha! Seu corpo colado no meu,
Me causando calafrios.
Meu calor, amor, todo teu,
Junto com os arrepios.

Nós podemos esquentar as coisas.

Eu te quero, e você sabe.
Eu te quero, está no enredo.
Eu te quero, e você sabe.
Eu te quero, não é segredo.

Nós podemos esquentar as coisas, baby.

Chega mais, chegue perto,
Sem frescura, tudo certo,
Eu espero.

Ha! Vem aqui comigo,
Acabe com a minha espera.
Não quero ser seu amigo,
Quero quebrar a sua esfera.

Nós podemos esquentar as coisas.

Venha e eu te entrego
Tudo aquilo que sou eu.
Venha e então eu pego
O que eu quero que seja meu.

Nós podemos esquentar as coisas, baby.
Nós podemos esquentar as coisas.

Nós podemos esquentas as coisas, baby.
Ha! Nós podemos esquentar as coisas.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Metamorfose (Prelúdio)

Mergulhar, mergulhar,
No mais profundo âmago.
Refletir, espelhar,
O mais sincero eu.
Revirar, vomitar,
O que há dentro da cabeça.
Clarear, clarear,
O meu próprio breu.

Enfrentar, aproveitar,
E fechar os olhos.
Tencionar, raciocinar,
Sobre a escuridão.
Expressar, revelar,
Os meus sentimentos.
Usar, empregar,
A própria solidão.

Está na hora de tirar a máscara,
O fingimento acabou.
Está na hora de se despir por dentro,
O fim, finalmente, chegou.

sábado, 14 de novembro de 2009

Deus não vê cores

Preto com o fundo branco.
Branco com o fundo preto.

O branco é vazio.
O preto é pesado.
O branco desespera.
O preto sufoca.

Não há diferença.
São todos iguais.

O preto destaca o branco.
O branco destaca o preto.

O branco é simples.
O preto é rústico.
O branco luxuoso.
O preto é elegante.

Não há diferença,
São todos iguais.

Não há diferença,
São todos iguais.

Preto, branco, amarelo e vermelho.

Não há diferença,
São todos iguais.