sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Masoquismo


Como é difícil, ah, como é difícil conciliar.
A vontade própria, o egoísmo, com o maldito verbo amar.
Não que eu esteja reclamando, o amor nos faz brilhar.
Mas é difícil, ah, como é difícil.

Durante toda a vida, a gente sofre com desilusão.
Vai construindo muro atrás de muro, protegendo o coração.
Vai fazendo descaso do sentimento alheio, me diz aí se não.
Aí vem um desgraçado, e só olhando, põe os muros no chão.

A gente fica tão sensível, como uma ostra sem a concha.
Com a pérola lá, exposta, e por muito pouco não desmancha.
Fica entupido de palavras mas a língua não deslancha.
Você joga a isca, mas é na sua boca que o anzol engancha.

É uma antítese surreal, a gente tem que ser forte além de sensível.
Apanha e sofre o quanto quiser, mas mantém o sorriso visível.
Ignorar a própria angústia pra compensar o do outro é plausível.
Mas amar de verdade sem manter o altruísmo, ah, é impossível.

É tudo muito frágil, é uma felicidade esquisita.
Tudo sempre vira choro, mas a gente é masoquista.
Continua lutando até que escurece a vista.
Insiste na mesma coisa, foda-se o resto da lista.

Mas como eu já disse, eu juro que não estou reclamando.
Mas é que as coisas são assim, estou apenas divagando.
A gente sofre porque quer, mesmo que estejamos negando.
Mas olha, não se preocupe. Eu te amo mesmo te xingando.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Crise


Eu queria acreditar nas mentiras que eu mesmo conto pra mim.
Eu queria ter certeza, no começo, de que pra frente não seria assim.
Eu queria que as coisas fossem mais fáceis, que não doesse tanto.
Eu precisava me iludir e é o que acontece, a alma jogada num canto.
Todas as coisas que eu disse ainda são verdades, e vão continuar sendo.
Destruído por mim mesmo, pois não tenho alma e continuo vendo
Enquanto eu estou aqui, sibrevivevendo sem ar, sendo apunhalado.
Enquanto vou perdendo, de propósito mas sem querer, o que tenho ao seu lado.

Eu quero ficar, eu quero partir.
Eu sequer tenho pra onde ir.
Eu quero acordar, eu quero dormir.
Eu quero parar de cair.

Eu queria querer, saber o que quero, querer sem querer querer.
Eu queria saber jurar, por Deus, não ter medo de prometer.
Eu queria saber ser bom tanto quanto sei reclamar.
Eu queria rir sem ser de nervoso e saber o que fazer pra não pirar.
Eu queria ter minha cabeça certa, eu preciso nascer de novo.
Quero a barriga da minha mãe aberta, quero voltar pro meu ovo.
Eu queria poder olhar pra você e dizer que sou o melhor, mas não sou.
Eu queria não ser tão complicado, ser mais fácil. Te salvar como me salvou.

Mas eu não sei. Eu não sei ser tudo isso.

Eu quero ficar, eu quero partir.
Eu sequer tenho pra onde ir.
Eu quero acordar, eu quero dormir.
Não consigo parar de cair.

É uma queda sem fim, como no pior pesadelo.
E quanto mais fundo, mais frio como gelo.
É um círculo sem fim, eu não encontro saída.
É uma droga de noite, é uma merda de vida.

Eu quero ficar, eu quero partir.
Eu sequer tenho pra onde ir.
Eu quero acordar, eu quero dormir.
Eu quero parar de cair.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Doces


Quando é criança, a gente cresce acreditando
Que o mundo vai continuar girando
Mas que as pessoas ao redor serão sempre iguais.
Quando é pequeno, a gente cresce acostumado
A amizades instantâneas, ao fato consumado,
Amores em segundos que não acabam jamais.

Mas aí o mundo te dá um tapa e você é ignorado.
Você cresce e seu coração é quebrantado.
Você descobre, da pior maneira, que nem tudo é como você achou que seria.
Você percebe que no mundo há muitas coisas que você não faria.

Não force algo que não existe.
Não force o que não é real.
Amizades devem ser recíprocas.
E um amigo deve ser leal.

A gente cresce achando que tudo é na hora
E que o respeito é automático.
Que a confiança é por agora.
Que o amor é sistemático.

Divida seus doces. Divida seus risos.
Divida sua vida, conquiste sorrisos.

Divida seus doces.
Divida seus doces.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Tristeza em Outra Língua (Disappeared)


When you first disappeared
I thought that you’d come back
I did not waste a tear
But now it’s just so sad.

When you first left me
I thought that you’d give up
But now that you’re not here
The air is not enough.

Where are you now?
Where are you now?

When you were finally gone
I just did not believe
That all we were was done
And now I cannot live.

Cause when you said goodbye
You ripped away my wings
And when I tried to fly
I paid all of my sins.

Where are you now?
Where are you now?
I just can’t breathe without you.
Where are you now?
Where are you now?
Don’t wanna live without you.

What do you want for me to do?
What can I say? What can I say?
Stand upon my knees in front of you
Crying, begging, pleading stay?

Where are you now?
Where are you now?
I just can’t breathe without you.
Where are you now?
Where are you now?

Say that you can hear me
Please say that you can hear me.

Where are you now?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Foda-se


Vamos comemorar a diferença.
A diferença entre um e outro.
A diferença que cada um faz.

Todos os defeitos do mundo.
São piores do que o seu.
Já percebeu? Tanto faz.

Como diria Pitty, a cantora.
Atire a fucking primeira pedra.
Se não há pecado que te desfaz.

MAS VAMOS COMEMORAR A DIFERENÇA!
Porra, que diferença, eu sou melhor que você.
Tudo bem, não posso negar.

Pra ninguém, ninguém faz diferença.
Pra todo mundo, o mundo não é nada.
Não preciso me explicar.

É confuso, mas que se foda.
Se não sente falta, não cutuca.
O que não quer acordar.

VAMOS COMEMORAR A INDIFERENÇA.
O ódio pelo erro alheio.
Vamos no nosso rabo sentar!

Se sou assim tão ruim.
E você pode me julgar.
Vou me recolher ao meu canto.
Vou me por no meu lugar.

Mas ó, vem cá.
Eu só quero te avisar.


Foda-se.

sábado, 18 de setembro de 2010

Luxúria


A música toca, tudo entra em erupção
Quero você aqui, te ter na minha mão
Seu corpo deslizando pelo meu, sem parar.
Um movimento obsceno que me faz te amar.

Eu morro de vontade, eu morro de calor
Eu morro com a tara de provar o seu amor.
Eu morro sem fôlego, a pressão só faz subir
E eu te quero agora, vamos juntos nos despir.

Me beije, me ame, pela pura luxúria.
Me toque, me aperte, hoje não há injúria.

E tudo isso é bom, o jogo sexual.
Então não enrole, é tudo tão natural.
Venha e me consuma, me tenha por completo.
Me use como quiser, hoje eu sou seu objeto.

Tire a sua roupa, agora, estou mandando.
Tire a minha roupa enquanto estou olhando.
Sinta a vibração que vem de dentro de mim.
Sinta a excitação que não está por ter um fim.

Me beije, me ame, pela pura luxúria.
Me toque, me aperte, hoje não há injúria.

Me toque, não pare.
Não pare, não pare.
Ah!

Me beije, me ame, pela pura luxúria.
Me toque, me aperte, hoje não há injúria

Ah!
Ah!
Ah!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Eu Não Vou Parar de Olhar


Eu inflo seu ego, você descansa minha vista.
Sem tocar, sem chegar perto, sem nenhuma lista.
Você está lá, eu estou aqui, apenas olhando.
Contato apenas visual, eu não estou te amando.

Eu não quero o seu corpo. Eu não quero seu coração.
Só continue com a beleza que relaxa a minha visão.
Eu não quero o seu corpo. Eu não quero seu coração.
Mantenha tais problemas bem longe da minha mão.

Não estou sendo fútil, como pode parecer.
Você é bem amável, é fácil de se conviver.
Eu gosto do seu eu bem antes da sua beleza.
Mas você tem essa vantagem, coloco as cartas na mesa.

Eu não quero o seu corpo. Eu não quero seu coração.
Só continue com a beleza que tem. Ela relaxa minha visão.
Eu não quero o seu corpo. Eu não quero seu coração.
Eu só quero observar e eu recuso uma negação.

Os seus olhos.
A sua boca.
O seu nariz.
Tudo em perfeita harmonia.
O seu cabelo.
O seu sorriso.
O seu corpo.
Uma linda sincrionia.

Mas não, eu não te desejo.

Eu não quero o seu corpo. Eu não quero seu coração.
Só continue com a beleza que relaxa a minha visão.
Eu não quero o seu corpo. Eu não quero seu coração.
Mantenha tais problemas bem longe da minha mão.

Mantenha tais problemas bem, bem longe da minha mão.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Bipolar


Eu quero, eu não quero.
Eu faço, eu não faço.
Eu sou, mas não sou.
Não estou mais em mim.

Eu quero, eu não quero.
Eu faço, eu não faço.
Eu sou, mas não sou.
Eu não sou mesmo assim.

Eu choro, eu estou frio.
Eu não amo mais ninguém.
Eu me afundo em depressão.
Não gosto de mim também.

Eu quero, eu não quero.
Eu faço, eu não faço.
Eu sou, mas não sou.
Eu não estou mais em mim.

Eu pulo, eu rio.
Sou o melhor cara do mundo.
Eu tenho boa auto-estima.
Não ocilo por um segundo.

Eu quero, eu não quero.
Eu faço, eu não faço.
Eu sou, mas não sou.
Eu não sou mesmo assim.

Eu não sei mais quem eu sou.
Acho que isso é mais do que um.
O tempo passa, mas ainda não me achou.
Queria saber se esse estado é comum.

Eu vou pra direita, eu vou pra esquerda.
Eu nunca fico feliz.
Eu sou bipolar, eu não tenho foco.
Eu não tenho uma matriz.

Eu quero, eu não quero.
Eu faço, eu não faço.
Eu sou, mas não sou.
Eu não estou mais em mim.

Eu quero, eu não quero.
Eu faço, eu não faço.
Eu sou, mas não sou.
Eu não estou mais em mim.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Rainha


A beleza de uma miss, o poder de uma rainha.
Mas ela nunca foi inteiramente minha.

Ela controla quem ela quer, tem o mundo em sua mão
Mas sou confuso até pra ela, a gente perde o nosso o chão.
Não falamos a mesma língua, mas temos o mesmo coração.
Não falamos a mesma língua, mas temos o mesmo coração.

A beleza de uma miss, o poder de uma rainha
Mas ela nunca foi inteiramente minha.
O coração de uma dama que nunca está sozinha.
Mas ela nunca foi inteiramente minha.

Temos vontade de ficar junto e medo de nos perdermos.
Mas ela sabe que podemos fazer qualquer coisa que quisermos.
Não falamos a mesma língua, mas os corações são os mesmos.
Não falamos a mesma língua mas os corações são os mesmos.

A beleza de uma miss, o poder de uma rainha.
Mas ela nunca foi inteiramente minha.
O coração de uma dama que nunca está sozinha.
Ms ela não é, nem nunca foi inteiramente minha.

De noite no meu quarto, eu tento entender
Toda essa coisa que atrai e me faz querer você
Esse poder inatingível
Tão facilmente diluível
Esse olhar de quem não quer crescer.
O amor que só faz crescer.

A beleza de uma miss, o poder de uma rainha
Mas ela nunca foi inteiramente minha.
O coração de uma dama que nunca está sozinha.
Mas ela nunca foi inteiramente minha.

A beleza de uma miss, o poder de uma rainha
Mas ela nunca foi inteiramente minha.
Nunca foi inteiramente minha.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Olho


Abra os olhos e me olhe de perto.
Há tanta escuridão que mal posso enxergar.
Eu vejo detalhes da sua íris, certo.
É de um marrom que não consigo explicar.

Cada um tem sua melancolia.
Dos olhos se ouve a melodia.
Da vida que você leva.
Da vida que você leva.

Se sorri, a sobrancelha abaixa.
Mas se chora, não é amigável a contração.
Se você ama, guarda os olhos numa caixa.
Mas se odeia, quem fica cego é o coração.

Cada um tem uma história.
Olhar de dor e de vitória.
Da vida que você leva.
Da vida que você leva.

Dos olhos se vê a alma.
Se demonstra preocupação.
Dos olhos se sente a vida.
Se compõe uma canção.

Cada um tem sua melancolia.
Cada olhar tem sua poesia.
Cada ruga tem uma história.
Do poder ou da escória.

Cada um tem sua melancolia.
E dos olhos.
Dos olhos se ouve a melodia.

Da vida que você leva.
Da vida que você leva.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Os Outros


Eles vão te julgar
Eles vão te condenar.
Quando você achou que te conheciam.

Eles não vão entender.
Mostrar não conhecer.
Quando achou que compreenderiam.

Não se iluda, é superficial.
Mas está tudo bem, está tudo bem.

A vida é assim,
Uns chegam, uns se achegam
E abandonam, sim.

A vida é assim,
Uma série de equívocos.
Conclusões sem fim.

Eles vão te julgar.
Eles vão te condenar.
Quando você achou que te conheciam.

Não se iluda, é superficial.
Mas está tudo bem, está tudo bem.

E segue desse jeito.
Julgamentos sem fim,
Multiplicação de defeito.

E segue desse jeito.
Críticas intermináveis.
Você nunca é aceito.

Eles não vão entender
Mostrar nao conhecer.
Quando achou que compreenderiam

São tantas interpretações.
Tantas facas em corações.
Tantas péssimas impressões.
Tanta dor nestas canções.

Eles vão te julgar
Eles vão te condenar.
Quando você achou que te conheciam.

Eles não vão entender.
Mostrar não conhecer.
Quando achou que compreenderiam.

Não se iluda, é superficial.
Mas está tudo bem, está tudo bem.

Está tudo bem, agora está tudo bem.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Cinzas


Se eu soubesse lidar.
Ah! Só se eu soubesse lidar.
Mas eu não sei, eu não sei.
Não sei não descuidar.

Nunca falei que eu faria bem
Mas me sinto culpado.
Eu não estaria melhor sem,
Mas olhar pro passado.

Me desculpe por te fazer chorar
Por não fazer as coisas direito.
Me perdoe por te negligenciar
Por não cuidar do meu próprio defeito.

É um lamento curto, sem enrolações.
Mas eu imploro, pelos nossos corações
Não me trate mal, não me leve a mal.
Não me leve a mal.

Me desculpe por te fazer chorar,
Por não fazer as coisas direito.
Brincar com fogo é pra se queimar,
E saber destruir é meu maior defeito.

Ah! Só se eu soubesse lidar.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Então, entenda


Não importa o que aconteça,
E por mais impossível que pareça,
Estou contigo até o fim.

Por mais que você se esqueça,
Para qualquer problema que apareça.
Estou contigo até o fim.

Posso não ser o cara ideal
Ser covarde, medroso e infantil,
Posso ter um comportamento irreal,
Não ter ânimo, ter a mente febril.

Mas não importa o que aconteça,
E por mais impossível que pareça,
Estou contigo até o fim.

Por mais que você se esqueça,
Para qualquer problema que apareça,
Estou contigo até o fim.

Na saúde, na doença,
Na riqueza, na pobreza,
No fogo e na dor,
Estou contigo até o fim.

Por mais que você se esqueça,
Para qualquer problema que apareça,
Garota, estou contigo até o fim.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Intermissão


Alguns pensamentos devem apenas ser apagados da nossa mente.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um Conhecido



Um rosto bonito, um corpo bem magro.
Um cabelo escorrido, nos olhos, pro lado.
Não é do tipo que agrada, mas é do tipo que encanta.
É do tipo que me atrai, é do tipo que me espanta.
Ele ama a família, mas escolhe quem faz parte dela.
Tem olhos famintos, mas abertos como janelas.

A alma profunda, a pele bem branca.
O olhar expressivo que pela imagem avança.
O vocabulário pesado, a mente em colapso.
O cansaço da vida, o bom aluno relapso.
Transparente para quem precisa ver.
Intransponível pra quem quer conhecer.

Interessante.
Distante.
Negativo
E operante.

Escreve lindos textos, metáforas especiais.
Mas age levianamente sobre coisas banais.
Se chora logo passa, se ri logo esquece,
Se julga feliz, mesmo se se entristece.
Um gosto alternativo, diferente do esperado.
Meio auto-explicativo, meio louco e alterado.

Interessante
Distante.
Negativo
E operante.

Conheci esse garoto, um espelho quebrado.
Ele é um exemplo, um eu melhorado.
Nem tudo é comum, muito é diferente.
Só eu sei minha reação quando me encaro de frente.
Você é meu tipo, meu tipo de pessoa.
E eu te admiro daqui, admiro à toa.

Interessante
Distante.
Negativo
E operante.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Perfeito pra Ninguém


Dos pés até o pescoço.
Da epiderme ao puro osso.
Não há nada que preste em mim.

Minhas reações cerebrais
Atos meramente carnais.
Não há nada que preste em mim.

Eu poderia escrever uma balada.
Uma canção pra fazer chorar.
Mas o que há sobre mim é fato.
Não há lágrima que faça mudar.

Eu não sirvo pra ninguém.
Eu não presto pra ninguém.
Sou um mal que vai e vem.
Eu sou perfeito pra ninguém.

Meus vícios e minhas confusões.
Meus surtos e complicações.
Não há nada que preste em mim.

Não há nada simplificado.
Mas é sempre mecanizado.
Não há nada que preste em mim.

Eu poderia ser otimista.
Dizer que um dia vou melhorar.
Mas o que há sobre mim é fato.
Eu não vou impressionar.

Eu não sirvo pra ninguém.
Eu não presto pra ninguém.
Sou um mal que vai e vem.
Eu sou perfeito pra ninguém.

Me deixe, não me ame.
Me ame, não me deixe.
Eu sou perfeito pra ninguém.
Perfeito pra ninguém.

Eu te amo, eu te amo.
Não me deixe, apesar de.
Ser pefeito pra ninguém.
Perfeito pra ninguém.

Eu não sirvo pra ninguém.
Eu não presto pra ninguém.
Sou um mal que vai e vem.
Eu sou perfeito pra ninguém.

domingo, 23 de maio de 2010

Tributo à arte


Eu me perco em sua voz,
Eu me afundo em sua música,
Eu danço com a batida,
Eu me encanto com a melodia.

Eu choro com os seus versos,
Eu grito com as suas notas,
Eu me inspiro em seus refrões,
Eu repito os seus bordões.

Obrigado por não me deixar sozinho.
Obrigado por me entender.
Obrigado por ser a única
A única a me defender.

Quando eu estou feliz,
Quando eu quero dançar,
Quando eu me sinto mal,
Quando eu me sinto mau.

Obrigado por não me deixar sozinho.
Obrigado por me entender.
Obrigado por ser a única
A única a me defender.

Eu sei que é solitário.
Eu sei que é irreal.
Apoiar a vida na música.
Mas o mundo é desleal.
Eu quero o que me completa.
Eu quero o que me faz bem.
O que não causa dor.
O que me convém.

Quando eu não sei o que quero.
Quando eu não sei nem querer.
Quando eu sou egoísta.
Ou me meto a altruísta.

Obrigado por não me deixar sozinho.
Obrigado por me entender.
Obrigado por ser a única
A única a me defender.

Obrigado à música
Pela própria música.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Manifesto Abraçista


Eu sou a favor do abraço.
Do abraço entre irmãos.
Do abraço entre amigos.
Do abraço entre desconhecidos.
Até entre inimigos.

Nada substitui um abraço.

Eu sou a favor do abraço.
Do abraço de mãe.
Do abraço de pai.
Do abraço de quem vem.
Do abraço de quem vai.
Até de quem fica.

Nada subsitui um abraço.

Eu sou a favor do abraço.
Do abraço entre namorados.
Do abraço entre enlutados.
Do abraço entre felizardos.
Até entre emburrados.

Nada subsitui um abraço.

Me abrace quando eu te chamar
Me abrace quando eu precisar
Me abrace quando eu cair
Me abrace mesmo sem pedir

Nada substitui um abraço.

Nada na vida substitui um abraço.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Nuvem


O vento brinca com as nunvens.
As formas variam.
É lindo, é mágico.
É trágico.

Elas não controlam seu destino.
Não controlam seu destino.

A vida brinca com as nuvens.
Elas vão e vêm num sopro.
É bonito para quem olha.
Para quem está por fora.

Elas não controlam seu destino.
Não controlam seu destino.

A vida maltrata as nuvens.
O clima fica pesado.
As tempestades se aproximam.
E as nuvens choram.

Elas não controlam seu destino.
Não controlam seu destino.

Quem dera não fossemos nuvens.
E tivéssemos liberdade.
Quem dera não fossemos nuvens.
E vivessemos de verdade.

Elas não controlam seu destino.
Não controlam seu destino.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Tempestade



Já faz um bom tempo.
Que eu quero te falar
Que já faz um bom tempo
Que eu estou no meu lugar.

Que eu não te odeio
E que suas mentiras
Só me fizeram cair na real.
Que as pessoas como você
Criam armadilhas
Que podem me fazer mal.

Mas hoje não.

Porque eu sou uma tempestade
Uma tempestade
Eu posso dar um tempo
E você se achar livre, amigo.
Mas eu sou uma tempestade
Uma tempestade
Logo vem o vento
Melhor correr atrás de abrigo.

Eu era tão ingênuo
Você pôs a culpa em mim.
Eu era tão ingênuo
Mas isso chegou ao fim.

Porque eu sou melhor agora.
E me tornei mais forte.
Obrigado por ser desleal.
Porque depois eu aprendi
A não contar com a sorte
Porque pode ser fatal

Por hoje não.

Porque eu sou uma tempestade
Uma tempestade
Eu posso dar um tempo
E você se achar livre, amigo.
Mas eu sou uma tempestade
Uma tempestade
Logo vem o vento
Melhor correr atrás de abrigo.

Pode ser
Que eu um momento
Eu enfraqueça e vire só em orvalho.
Mas não esqueça
Que logo vem tormento.
Eu sou forte pra █████

Porque eu sou uma tempestade
Uma tempestade
Eu posso dar um tempo
E você se achar livre, amigo.
Mas eu sou uma tempestade
Uma tempestade
Logo vem o vento
Melhor correr atrás de abrigo.

Porque eu sou uma tempestade
Uma tempestade.
Eu sou uma tempestade.
Corra atrás de abrigo.

domingo, 18 de abril de 2010

Imperfeição


Me ajude
Eu errei de novo.
Eu me feri com a verdade.

Me ajude
Eu caí de novo
E trombei com a realidade.

De que eu nunca vou ser o melhor.

Olhe para ele
Tão mais bonito.
Talentoso, inteligente.

Olhe para ele
Tão mais esperto
Confiante, experiente.

Eu não sou
Nem nunca vou ser
O melhor em nada
Que eu tentar fazer.
Eu não sou
E nunca vou ser
O mais interessante
Eu continuo a dizer.

Me ajude
Eu falhei de novo
E me afundei na solidão

Me ajude
Eu surtei de novo
E me afoguei na escuridão.

De que nunca vou ser o melhor.

Olhe para ele
Tão mais bonito.
Talentoso, inteligente.

Olhe para ele
Tão mais esperto
Confiante, experiente.

Nunca vou ser o melhor.

Olhe pra mim
Nunca vou ser tão bonito.
Olhe pra mim.
Talentoso, inteligente.

Olhe pra mim
Nunca vou ser tão esperto.
Olhe pra mim.
Confiante, experiente.

Eu não sou
Nem nunca vou ser
O melhor em nada
Que eu tentar fazer.
Eu não sou
E nunca vou ser
O mais interessante
Eu continuo a dizer.

Eu não sou.
Nem nunca vou ser.
Eu não sou.
Nem nunca vou ser.

Me ajude
Eu errei de novo.
Eu me feri com a verdade.

Me ajude
Eu caí de novo
E trombei com a realidade.

De que eu nunca vou ser o melhor.

sábado, 10 de abril de 2010

Phasmatodea


Eu ando devagar
Sempre muito, muito lento.
Meu leve caminhar
Simula o bater do vento.

Sou estranho, não me leve a mal.
Eu sou inseto, um bicho-pau.

Eu ando sempre em frente,
Frágil mas insensível.
Sou um tanto diferente.
Mas sou mesmo invisível.

Sou estranho, não me leve a mal.
Eu sou inseto, um bicho pau.

E mesmo que eu possa voar,
Pequenas distâncias alcançar,
Não deixo de me camuflar.

Eu não chamo atenção.

Eu ando sempre em frente,
Frágil mas insensível.
Sou um tanto diferente.
Mas sou mesmo invisível.

Sou um tanto diferente,
Mas sou mesmo invisível.

Sou estranho, não me leve a mal.
Eu sou inseto, um bicho pau.
Eu sou inseto, um bicho pau.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sem Máscara


Eu sei quem eu sou.
Eu sei quem eu sou
Não te interessa saber
Em que pé eu estou.

Não preciso te explicar,
Se não quiser conhecer.
Não quero mais gastar
O meu tempo com você.

Eu sei quem eu sou.
Eu sei quem eu sou.

Não importa se eu sou bom
Ou um louco pervertido.
Se eu vou erguer meu tom
Ou se estarei contido.

Eu não quero nem saber
Se me acha egoísta.
Entenda se quiser entender.

Eu não quero nem ouvir
Se sou um trouxa altruísta.
Saia de perto se quiser sair

Não preciso te explicar,
Se não quiser conhecer,
Eu não quero mais gastar
O meu tempo com você.

Não te devo explicações
Se sou manso ou agressivo.
Se eu descrevo minhas ações.
Ou divago sobre estar vivo.

Não te interessa.
Não te interessa
Se o que eu falo não tem nexo.
Se eu exponho o meu sexo.
Se eu te trato com desprezo.
Se eu não quero sair ileso.
Se eu falo ou se eu escondo.
Se sou chato ou sou redondo.
Não te interessa.
Não te interessa.

Eu sei quem eu sou
Eu sei quem eu sou

Não preciso te explicar,
Se não quiser conhecer,
Eu não quero mais gastar
O meu tempo com você.

Eu não quero mais gastar
O meu tempo com você.

terça-feira, 16 de março de 2010

Sonata


Eu posso ouvir as teclas do piano
Entoando uma pesada melodia
Fico pensando se cometi algum engano
Se fiz alguma coisa que em outro tempo não faria.

O som do violino me faz ter vontade de chorar
Enquanto penso que podia ser diferente.
Tento não deixar minha esperança acabar,
Mas a tristeza, maldita, é eminente.

Quando eu parecer deprimido
Simplesmente me dê um abraço.
E quando eu estiver no chão, caído
Não deixe se romper o laço.

Quando tudo isso passar
Por favor, jure pra mim.
Que mesmo se o mundo acabar,
Estará comigo no fim.

Quando eu parecer deprimido
Simplesmente me dê um abraço.
E quando eu estiver no chão caído
Não deixe se romper o laço.

O laço que nos une,
Seja lá qual for.
O laço que me segura,
Uma corda de amor.

Uma corda como a do piano.
Uma corda como a do violino.
Uma corda para um ser humano.
Uma corda, um laço divino.

Eu posso ouvir as teclas do piano
Entoando uma pesada melodia
Um timbre que é soberano,
E profundo em demasia.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres


Sensíveis e vulneráveis.
Frágeis e dependentes.
Fracas e improváveis.
Fúteis e inconseqüentes.

Mesmo se assim fossem,
Ainda precisaríamos delas.

Elas são fortes como homens.
Ou até mais.
Mas são leves como as nuvens.
Incapazes jamais.

Mesmo se assim fossem,
Ainda precisaríamos delas.

A sensibilidade
E os corações maternos.
A sensualidade
E os amores eternos.

Sensíveis e vulneráveis.
Frágeis e dependentes.
Fracas e improváveis.
Fúteis e inconseqüentes.

Mesmo se assim fossem,
Ainda precisaríamos delas.

Ainda precisaríamos delas.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Conselhos de um Cobertor


Olhando a sua volta você só vê de destruição.
Dor, sofrimento, almas espalhadas no chão.
Olhando para dentro você enxerga um coração.
Sem força, no escuro, afogado em solidão.

Ás vezes você se sente destruído, então se encolhe e chora.
Ás vezes você quer fugir, mas é frio de mais lá fora.

Fique bem, meu amigo,
É importante você saber,
Que todos precisamos de ajuda um dia.
Fique bem aqui comigo,
Eu prometi te acolher,
Até tudo entrar em perfeita harmonia.

Se seus amigos não entendem a sua própria razão,
De ser quem você é, de cantar sua canção.
Se você está caindo e ainda negam uma mão,
Para ajudar a levantar, aliviar sua pressão.

Ás vezes você se sente quebrado, então não vê a hora
De sair em disparada, largar o mundo sem demora.

Então, rapaz, eu te digo,
Fique bem, meu amigo,
Todos precisam de ajuda um dia.
Fique bem, meu amigo.
Fique bem aqui comigo,
Até tudo estar em harmonia.

Não olhe para trás
Não caia em sua depressão
Tudo aquilo que você fez
Depende do seu coração.
Depende do seu coração.

Então, rapaz, eu te digo,
Fique bem, meu amigo,
Todos precisam de ajuda um dia.
Fique bem, meu amigo,
Fique bem aqui comigo,
Até tudo estar em harmonia.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Desejo


Quero sua foto em baixo do meu travesseiro
Para que eu tenha um sonho bom.
Eu queria que ele se realizasse por inteiro,
As imagens, as cores, e o som.

Não quero mais abraçar a almofada e me enrolar no cobertor.
Quero noites inesquecíveis, quero mais do seu calor.

Vem comigo, vem comigo.

Posso dar o que você precisar,
Posso fazer o que você pedir.
Mas, amor, não me tome por vulgar,
É sentimento que me faz seguir.

Não quero mais abraçar a almofada e me enrolar no cobertor.
Quero noites inesquecíveis, quero mais do seu calor.

Vem comigo, vem comigo.

Não quero mais saber de estar sozinho,
Não quero mais viver sem o seu carinho,
Não quero mais saber de estar sozinho,
Não quero mais você fora do meu caminho.

Não quero mais abraçar a almofada e me enrolar no cobertor.
Quero noites inesquecíveis, quero mais do seu calor.
Quero noites inesquecíveis, quero todo o seu amor.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O Que Já Foi Dito



Quanto menos se acredita no amor
Mais longe estamos da verdade
De que queremos evitar a dor
De que precisamos de piedade.

Quanto menos se acredita nas pessoas
E mais se envergonha da humanidade
Mais longe se fica das que são boas
Mais nos afastamos da real amizade.

A inocência é uma virtude
Não me deixe a perder
Não me deixe ser alguém rude
Quero deixar o bem vencer.

É uma filosofia clichê
Mas que não deixa de ser real.
Larga mão dessa TV
Muda um pouco de canal.
Eu só quero ver você
Sendo um pouco natural.

A felicidade tem que ser integral.
A felicidade tem que ser integral.

Quanto menos se acredita no amor
Mais longe estamos da verdade
De que queremos evitar a dor
De queremos de uma certa amizade.

A inocência é uma virtude
Não me deixe a perder
Não me deixe ser alguém rude
Quero deixar o bem vencer.

É uma filosofia clichê
Mas mude um pouco de canal
Larga mão dessa TV
Seja um tanto natural.
Eu só quero ver você
Sendo alguém mais real.

A felicidade tem que ser integral.
A felicidade tem que ser integral.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Mente Inflamável



Parece que é desde sempre que eu tenho idéias pra compartilhar
Mas faz pouco tempo que eu decidi qual caminho devia trilhar.
E eu agradeço por me apoiarem na minha opção.
Escrever em versos – nem sempre bem feitos – meu próprio coração.

As metáforas me acompanharam,
E comparações muito me serviram,
Da tristeza me aconchegaram,
Da solidão elas me acudiram.

Estou tonto mas não posso me deitar;
Mes sinto fraco e não consigo respirar;
Estou fechado e não consigo falar;
Estou mal e não sei como explicar.

A lua funciona bem,
em suas fases, seu vai e vem,
mas ninguém se contenta com o que tem.
Ninguém quer lua escura.


Com o tempo eu acabei crescendo
E as palavras amadurecendo
Minha vida, se desenvolvendo,
O meu próprio eu, fui conhecendo.

Não sou bonito,
E me falta esforço.
Inteligência eu tenho,
Malícia também.
Meus pés afundam,
Me falta coragem,
Preciso de empenho
Pra ir mais além.

Eu caminho nessa vida
Ás vezes sem rumo, direção.
Mas me orgulho de ainda
Manter quente o coração.


Um ano inteiro se passou
E meu próprio eu mudou
Muitas vezes se apaixonou
Muitas vezes se desencontrou.

Enfrentar, aproveitar,
E fechar os olhos.
Tencionar, raciocinar,
Sobre a escuridão.
Expressar, revelar,
Os meus sentimentos.
Usar, empregar,
A própria solidão.

Não me culpe se a vida me faz assim.
Não se culpe por não poder cuidar de mim.
Chove lá fora, tão forte quanto aqui dentro.
Chove lá fora, sem trégua, sem alento.


Mas eu estou aqui.

Eu estou aqui, e nada vai me tirar.
Eu estou aqui, e eu vim para ficar.
Estou feliz, e continuo a melhorar.
E obrigado.
Muito obrigado, a quem só fez me ajudar.

Eu amo vocês.
E continuem comigo, eu peço.
Eu amo vocês.
E com um grande sorriso, eu recomeço.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nova Era



Hoje eu decidi ser feliz.
Hoje eu decidi cortar o mal pela raiz.

Hoje eu decidi ser feliz.
Hoje eu decidi que não há mais um juiz.

Hoje eu decidi melhorar.
Porque de nada adianta em si se aprofundar.
Se não se tira lição para se aproveitar.

Viver a vida leve,
Sem raiva, tristeza e rancor.
Viver a vida leve,
Escolher ficar sem a dor.

Um novo tempo chegou,
E uma nova pessoa se formou.
Um novo tempo chegou,
E o antigo eu já foi, passou.

Hoje eu decidi ser feliz.
Hoje eu decidi cortar o mal pela raiz.

Hoje eu decidi ser feliz.
Hoje eu decidi que não há mais um juiz.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Blackout (Epílogo)


Agora é tarde.
Já passa da meia noite,
E o escuro é incalculável.

Agora é tarde.
E por mais que nos açoite,
O chicote é inegável.

Agora é tarde.
Posso ouvir meu coração.
A tristeza inconsolável.

Agora é tarde.
Mas não tenho outra opção.
A fuga é inevitável.

A fuga...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Trovões



Não faz muito tempo
Eu era uma boa pessoa.
Inocente, consciente, convincente.
Agora eu só sei machucar.

Não faz muito tempo
Mas o tempo voa,
E agora sou alguém diferente.
Não paro de esfriar.

E chove lá fora.

Não me olhe assim,
Se eu te trato sem carinho
Se eu pareço indiferente.
Se eu quero ficar sozinho.

Não me olhe assim,
Se eu estou no seu caminho,
Se eu ajo friamente,
Se minhas palavras são espinhos.

E chove lá fora.

Não me culpe se a vida me faz assim.
Não se culpe por não poder cuidar de mim.
Chove lá fora, tão forte quanto aqui dentro.
Chove lá fora, sem trégua, sem alento.

Não me olhe assim,
Se eu estou no seu caminho,
Se eu ajo friamente,
Se minhas palavras são espinhos.

E chove lá fora.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Inédito



Como foi que eu consegui pensar
Em algum momento acreditar
Que eu não sentiria sua falta?

Não sei se eu tinha medo que isso não acontecesse
Ou se eu achava que essa dor não me pertencesse.
Mas é real.

A preocupação me impede de lembrar
Mas é importante enfatizar.
Que eu não lembrava como era.

Será que você se lembra de mim?
Será que alguma coisa vai mudar?
Eu entenderia, eu que quis assim.
Eu entenderei se você não me amar.

Sinto sua falta.

A chuva cai desde cedo,
E as pessoas falam alto lá fora.
Elas ignoram meu medo,
O receio de você ir embora.

Não sei se eu tinha medo que isso não acontecesse
Ou se eu achava que essa dor não me pertencesse.
Mas é real.

Como será que você está?
Mil preocupações me assombram.
Como será que você está?
Centenas de dúvidas me afrontam.

Será que você se lembra de mim?
Será que alguma coisa vai mudar?
Eu entenderia, eu que quis assim.
Eu não vejo a hora de voltar.

Sinto a sua falta.

Sinto muito a sua falta.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Maresia (Interlúdio)



Eu vou sair.
Sair pra ver o mar.
Sair para logo voltar.
Sair para descansar.
Sair para me encontrar.

Deixar o tempo curar as feridas.
Cicatrizar as vidas partidas,
Despedaçadas pelas palavras.

Eu vou sair.
Sair pra ver o mar.
Sair para logo voltar.

Sair para na volta,
Sorrir ao te reencontrar.