domingo, 31 de janeiro de 2010

Mente Inflamável



Parece que é desde sempre que eu tenho idéias pra compartilhar
Mas faz pouco tempo que eu decidi qual caminho devia trilhar.
E eu agradeço por me apoiarem na minha opção.
Escrever em versos – nem sempre bem feitos – meu próprio coração.

As metáforas me acompanharam,
E comparações muito me serviram,
Da tristeza me aconchegaram,
Da solidão elas me acudiram.

Estou tonto mas não posso me deitar;
Mes sinto fraco e não consigo respirar;
Estou fechado e não consigo falar;
Estou mal e não sei como explicar.

A lua funciona bem,
em suas fases, seu vai e vem,
mas ninguém se contenta com o que tem.
Ninguém quer lua escura.


Com o tempo eu acabei crescendo
E as palavras amadurecendo
Minha vida, se desenvolvendo,
O meu próprio eu, fui conhecendo.

Não sou bonito,
E me falta esforço.
Inteligência eu tenho,
Malícia também.
Meus pés afundam,
Me falta coragem,
Preciso de empenho
Pra ir mais além.

Eu caminho nessa vida
Ás vezes sem rumo, direção.
Mas me orgulho de ainda
Manter quente o coração.


Um ano inteiro se passou
E meu próprio eu mudou
Muitas vezes se apaixonou
Muitas vezes se desencontrou.

Enfrentar, aproveitar,
E fechar os olhos.
Tencionar, raciocinar,
Sobre a escuridão.
Expressar, revelar,
Os meus sentimentos.
Usar, empregar,
A própria solidão.

Não me culpe se a vida me faz assim.
Não se culpe por não poder cuidar de mim.
Chove lá fora, tão forte quanto aqui dentro.
Chove lá fora, sem trégua, sem alento.


Mas eu estou aqui.

Eu estou aqui, e nada vai me tirar.
Eu estou aqui, e eu vim para ficar.
Estou feliz, e continuo a melhorar.
E obrigado.
Muito obrigado, a quem só fez me ajudar.

Eu amo vocês.
E continuem comigo, eu peço.
Eu amo vocês.
E com um grande sorriso, eu recomeço.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Nova Era



Hoje eu decidi ser feliz.
Hoje eu decidi cortar o mal pela raiz.

Hoje eu decidi ser feliz.
Hoje eu decidi que não há mais um juiz.

Hoje eu decidi melhorar.
Porque de nada adianta em si se aprofundar.
Se não se tira lição para se aproveitar.

Viver a vida leve,
Sem raiva, tristeza e rancor.
Viver a vida leve,
Escolher ficar sem a dor.

Um novo tempo chegou,
E uma nova pessoa se formou.
Um novo tempo chegou,
E o antigo eu já foi, passou.

Hoje eu decidi ser feliz.
Hoje eu decidi cortar o mal pela raiz.

Hoje eu decidi ser feliz.
Hoje eu decidi que não há mais um juiz.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Blackout (Epílogo)


Agora é tarde.
Já passa da meia noite,
E o escuro é incalculável.

Agora é tarde.
E por mais que nos açoite,
O chicote é inegável.

Agora é tarde.
Posso ouvir meu coração.
A tristeza inconsolável.

Agora é tarde.
Mas não tenho outra opção.
A fuga é inevitável.

A fuga...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Trovões



Não faz muito tempo
Eu era uma boa pessoa.
Inocente, consciente, convincente.
Agora eu só sei machucar.

Não faz muito tempo
Mas o tempo voa,
E agora sou alguém diferente.
Não paro de esfriar.

E chove lá fora.

Não me olhe assim,
Se eu te trato sem carinho
Se eu pareço indiferente.
Se eu quero ficar sozinho.

Não me olhe assim,
Se eu estou no seu caminho,
Se eu ajo friamente,
Se minhas palavras são espinhos.

E chove lá fora.

Não me culpe se a vida me faz assim.
Não se culpe por não poder cuidar de mim.
Chove lá fora, tão forte quanto aqui dentro.
Chove lá fora, sem trégua, sem alento.

Não me olhe assim,
Se eu estou no seu caminho,
Se eu ajo friamente,
Se minhas palavras são espinhos.

E chove lá fora.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Inédito



Como foi que eu consegui pensar
Em algum momento acreditar
Que eu não sentiria sua falta?

Não sei se eu tinha medo que isso não acontecesse
Ou se eu achava que essa dor não me pertencesse.
Mas é real.

A preocupação me impede de lembrar
Mas é importante enfatizar.
Que eu não lembrava como era.

Será que você se lembra de mim?
Será que alguma coisa vai mudar?
Eu entenderia, eu que quis assim.
Eu entenderei se você não me amar.

Sinto sua falta.

A chuva cai desde cedo,
E as pessoas falam alto lá fora.
Elas ignoram meu medo,
O receio de você ir embora.

Não sei se eu tinha medo que isso não acontecesse
Ou se eu achava que essa dor não me pertencesse.
Mas é real.

Como será que você está?
Mil preocupações me assombram.
Como será que você está?
Centenas de dúvidas me afrontam.

Será que você se lembra de mim?
Será que alguma coisa vai mudar?
Eu entenderia, eu que quis assim.
Eu não vejo a hora de voltar.

Sinto a sua falta.

Sinto muito a sua falta.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Maresia (Interlúdio)



Eu vou sair.
Sair pra ver o mar.
Sair para logo voltar.
Sair para descansar.
Sair para me encontrar.

Deixar o tempo curar as feridas.
Cicatrizar as vidas partidas,
Despedaçadas pelas palavras.

Eu vou sair.
Sair pra ver o mar.
Sair para logo voltar.

Sair para na volta,
Sorrir ao te reencontrar.