terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Trovões



Não faz muito tempo
Eu era uma boa pessoa.
Inocente, consciente, convincente.
Agora eu só sei machucar.

Não faz muito tempo
Mas o tempo voa,
E agora sou alguém diferente.
Não paro de esfriar.

E chove lá fora.

Não me olhe assim,
Se eu te trato sem carinho
Se eu pareço indiferente.
Se eu quero ficar sozinho.

Não me olhe assim,
Se eu estou no seu caminho,
Se eu ajo friamente,
Se minhas palavras são espinhos.

E chove lá fora.

Não me culpe se a vida me faz assim.
Não se culpe por não poder cuidar de mim.
Chove lá fora, tão forte quanto aqui dentro.
Chove lá fora, sem trégua, sem alento.

Não me olhe assim,
Se eu estou no seu caminho,
Se eu ajo friamente,
Se minhas palavras são espinhos.

E chove lá fora.

2 comentários:

  1. Curioso, semana passada eu pensei que, se eu soubesse escrever poemas, escreveria um sobre a tempestade e o trovão.

    Diferente dos textos que estou acostumado a escrever, os poemas têm mesmo um significado diferente para cada um que lê, e este é particularmente complexo. Mas novamente, bom trabalho.

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  2. Tenho orgulho de ler seus poemas, sério, Mah. <3 parabéns.

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