sexta-feira, 26 de março de 2010

Sem Máscara


Eu sei quem eu sou.
Eu sei quem eu sou
Não te interessa saber
Em que pé eu estou.

Não preciso te explicar,
Se não quiser conhecer.
Não quero mais gastar
O meu tempo com você.

Eu sei quem eu sou.
Eu sei quem eu sou.

Não importa se eu sou bom
Ou um louco pervertido.
Se eu vou erguer meu tom
Ou se estarei contido.

Eu não quero nem saber
Se me acha egoísta.
Entenda se quiser entender.

Eu não quero nem ouvir
Se sou um trouxa altruísta.
Saia de perto se quiser sair

Não preciso te explicar,
Se não quiser conhecer,
Eu não quero mais gastar
O meu tempo com você.

Não te devo explicações
Se sou manso ou agressivo.
Se eu descrevo minhas ações.
Ou divago sobre estar vivo.

Não te interessa.
Não te interessa
Se o que eu falo não tem nexo.
Se eu exponho o meu sexo.
Se eu te trato com desprezo.
Se eu não quero sair ileso.
Se eu falo ou se eu escondo.
Se sou chato ou sou redondo.
Não te interessa.
Não te interessa.

Eu sei quem eu sou
Eu sei quem eu sou

Não preciso te explicar,
Se não quiser conhecer,
Eu não quero mais gastar
O meu tempo com você.

Eu não quero mais gastar
O meu tempo com você.

terça-feira, 16 de março de 2010

Sonata


Eu posso ouvir as teclas do piano
Entoando uma pesada melodia
Fico pensando se cometi algum engano
Se fiz alguma coisa que em outro tempo não faria.

O som do violino me faz ter vontade de chorar
Enquanto penso que podia ser diferente.
Tento não deixar minha esperança acabar,
Mas a tristeza, maldita, é eminente.

Quando eu parecer deprimido
Simplesmente me dê um abraço.
E quando eu estiver no chão, caído
Não deixe se romper o laço.

Quando tudo isso passar
Por favor, jure pra mim.
Que mesmo se o mundo acabar,
Estará comigo no fim.

Quando eu parecer deprimido
Simplesmente me dê um abraço.
E quando eu estiver no chão caído
Não deixe se romper o laço.

O laço que nos une,
Seja lá qual for.
O laço que me segura,
Uma corda de amor.

Uma corda como a do piano.
Uma corda como a do violino.
Uma corda para um ser humano.
Uma corda, um laço divino.

Eu posso ouvir as teclas do piano
Entoando uma pesada melodia
Um timbre que é soberano,
E profundo em demasia.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Mulheres


Sensíveis e vulneráveis.
Frágeis e dependentes.
Fracas e improváveis.
Fúteis e inconseqüentes.

Mesmo se assim fossem,
Ainda precisaríamos delas.

Elas são fortes como homens.
Ou até mais.
Mas são leves como as nuvens.
Incapazes jamais.

Mesmo se assim fossem,
Ainda precisaríamos delas.

A sensibilidade
E os corações maternos.
A sensualidade
E os amores eternos.

Sensíveis e vulneráveis.
Frágeis e dependentes.
Fracas e improváveis.
Fúteis e inconseqüentes.

Mesmo se assim fossem,
Ainda precisaríamos delas.

Ainda precisaríamos delas.