terça-feira, 31 de agosto de 2010

O Olho


Abra os olhos e me olhe de perto.
Há tanta escuridão que mal posso enxergar.
Eu vejo detalhes da sua íris, certo.
É de um marrom que não consigo explicar.

Cada um tem sua melancolia.
Dos olhos se ouve a melodia.
Da vida que você leva.
Da vida que você leva.

Se sorri, a sobrancelha abaixa.
Mas se chora, não é amigável a contração.
Se você ama, guarda os olhos numa caixa.
Mas se odeia, quem fica cego é o coração.

Cada um tem uma história.
Olhar de dor e de vitória.
Da vida que você leva.
Da vida que você leva.

Dos olhos se vê a alma.
Se demonstra preocupação.
Dos olhos se sente a vida.
Se compõe uma canção.

Cada um tem sua melancolia.
Cada olhar tem sua poesia.
Cada ruga tem uma história.
Do poder ou da escória.

Cada um tem sua melancolia.
E dos olhos.
Dos olhos se ouve a melodia.

Da vida que você leva.
Da vida que você leva.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Os Outros


Eles vão te julgar
Eles vão te condenar.
Quando você achou que te conheciam.

Eles não vão entender.
Mostrar não conhecer.
Quando achou que compreenderiam.

Não se iluda, é superficial.
Mas está tudo bem, está tudo bem.

A vida é assim,
Uns chegam, uns se achegam
E abandonam, sim.

A vida é assim,
Uma série de equívocos.
Conclusões sem fim.

Eles vão te julgar.
Eles vão te condenar.
Quando você achou que te conheciam.

Não se iluda, é superficial.
Mas está tudo bem, está tudo bem.

E segue desse jeito.
Julgamentos sem fim,
Multiplicação de defeito.

E segue desse jeito.
Críticas intermináveis.
Você nunca é aceito.

Eles não vão entender
Mostrar nao conhecer.
Quando achou que compreenderiam

São tantas interpretações.
Tantas facas em corações.
Tantas péssimas impressões.
Tanta dor nestas canções.

Eles vão te julgar
Eles vão te condenar.
Quando você achou que te conheciam.

Eles não vão entender.
Mostrar não conhecer.
Quando achou que compreenderiam.

Não se iluda, é superficial.
Mas está tudo bem, está tudo bem.

Está tudo bem, agora está tudo bem.